Após protesto, comerciantes garantem permanência no Mercado Central em João Pessoa

Proposta de transferência temporária segue em análise enquanto reforma do Mercado Central é preparada

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Os comerciantes do Mercado Central de João Pessoa permanecerão no local até a definição de um espaço para realocação temporária durante as obras de reforma e ampliação do equipamento público. A confirmação foi feita nesta quinta-feira (30) pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedurb), após reunião com representantes da categoria.

O encontro contou com a participação do secretário de Desenvolvimento Urbano, Marmuthe Cavalcanti, e do prefeito Léo Bezerra, e ocorreu após um protesto realizado pela manhã, quando comerciantes bloquearam vias no entorno do mercado em reação a notificações que determinavam a desocupação dos pontos de trabalho no prazo de 72 horas. As manifestações aconteceram no cruzamento das avenidas Rodrigues de Carvalho e Pedro II e nas proximidades do Parque Solon de Lucena. Em alguns momentos, houve bloqueio de ruas com uso de madeira e pneus.

De acordo com a Sedurb, a notificação emitida anteriormente teve caráter administrativo e faz parte dos procedimentos legais previstos no Código de Posturas do município, não significando retirada imediata dos comerciantes.

Representantes dos comerciantes afirmaram que a principal preocupação é a garantia de um espaço estruturado para a continuidade das atividades durante o período de intervenção no mercado. Marmuthe Cavalcanti destacou ainda que a Prefeitura está aberta a alternativas como locação de espaços, utilização de mercados públicos, shoppings populares ou áreas públicas que possam atender os trabalhadores. “Escutamos todos durante a reunião e seguimos abertos a sugestões que contribuam para uma solução conjunta”, enfatizou.

A presidente da Ameg, Márcia Medeiros, avaliou o encontro de forma positiva e disse que os trabalhadores saem mais tranquilos após o diálogo com a gestão municipal. Ela explicou que algumas alternativas já foram apresentadas pela categoria, como a utilização de um terreno próximo a um supermercado no Centro da Capital, além de ruas de acesso à Lagoa para instalação de tendas organizadas.

“Também sugerimos a área em frente à praça próxima ao Hiper Bompreço, na João Machado. Saímos daqui hoje mais tranquilos, porque podemos retornar aos nossos espaços de trabalho sem a angústia. Isso já é um ponto muito positivo. Agora vamos formar uma comissão permanente para acompanhar de perto todas as tratativas com a Prefeitura”, concluiu.

A medida está relacionada ao projeto de requalificação e ampliação do Mercado Central, que prevê intervenções estruturais e reorganização dos espaços internos e externos. A ordem de serviço foi assinada em dezembro de 2025.

O investimento total previsto é de R$ 31,9 milhões, com prazo estimado de conclusão até o fim de 2027. Segundo o projeto, parte da área atualmente ocupada pelos comerciantes será destinada à construção de uma garagem prevista no projeto de requalificação.

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