A Paraíba registrou quatro assassinatos de pessoas transsexuais durante o ano de 2025, conforme dados divulgados nessa segunda-feira (26) pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra). O número de mortes no estado é igual ao registrado em São Paulo, Paraná e Rio Grande do Norte.
O Ceará e Minas Gerais lideram o ranking com o maior número de mortes, registrando oito assassinatos cada. Bahia e Pernambuco seguem na sequência, com sete casos em cada estado. Goiás, Maranhão e Pará somam cinco mortes cada, enquanto Mato Grosso e Rio de Janeiro apresentam três. Alagoas, Distrito Federal, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul têm dois casos cada, e Amazonas, Amapá, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sergipe registraram uma morte cada.
Já o Acre, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins não apresentaram registros de assassinatos de pessoas transsexuais e travestis em 2025. No entanto, a ausência de dados nesses locais deve ser interpretada com cautela, conforme destaca o dossiê da Antra. A associação alerta que o “zero” estatístico pode refletir a precariedade da coleta de dados e a falta de políticas públicas, além de não significar necessariamente que esses estados sejam mais seguros para a população trans.
No período de 2017 a 2025, a Antra documentou 1.261 assassinatos de travestis, mulheres transexuais, homens trans, pessoas transmasculinas e não binárias no Brasil, sendo 181 casos em 2017, 163 em 2018, 124 em 2019, 175 em 2020, 140 em 2021, 131 em 2022, 145 em 2023, 122 em 2024 e 80 em 2025. A média anual de homicídios no período foi de aproximadamente 140 assassinatos por ano.
Entre 2023 e 2025, o número de assassinatos de pessoas trans apresentou uma queda consecutiva, sendo desta vez de 34%, passando de 122 casos em 2024 para 80 em 2025, e de 145 em 2023 para 122 em 2024, a maior redução já registrada na série histórica. Apesar dessa diminuição, o Brasil permanece como o país com o maior índice de homicídios de pessoas trans no mundo, apontou o levantamento.



