Queiroga diz que emendas são usadas de forma inadequada e defende mudanças no Senado no TH+ Debate

Ex-ministro da Saúde defendeu a conclusão da transposição do São Francisco, criticou o modelo de emendas parlamentares e apresentou prioridades para um eventual mandato no Senado.

Kaliane Vitoria
Kaliane Vitoria
Estudante de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), é apaixonada por comunicação e pelo futebol. Atualmente, é estagiária no portal Th+ SBT, onde atua na produção de conteúdos jornalísticos. Busca reunir informação, credibilidade e criatividade em todas as suas reportagens.
Marcelo Queiroga durante entrevista ao TH+ Debate, com Josival Pereira. Foto: Reprodução/TH+ SBT.

O médico cardiologista e ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga (PL) foi o último entrevistado da série de sabatinas com os pré-candidatos ao Senado Federal promovida pelo TH+ Debate, da TH+ SBT. Natural de João Pessoa, Queiroga presidiu a Sociedade Brasileira de Cardiologia, comandou o Ministério da Saúde entre 2021 e 2022, durante o governo Jair Bolsonaro, e foi candidato à Prefeitura de João Pessoa nas eleições de 2024.

Durante a entrevista conduzida pelo jornalista Josival Pereira, o pré-candidato falou sobre desenvolvimento regional, infraestrutura, saúde, destinação de recursos públicos e cenário político nacional. A conclusão da transposição do Rio São Francisco, o fortalecimento do Semiárido e a fiscalização das emendas parlamentares estiveram entre os principais temas da conversa.

Ao apresentar suas prioridades para a Paraíba, Queiroga afirmou que pretende defender investimentos em obras hídricas e na geração de desenvolvimento para o interior do estado. “Se estivermos no Senado Federal e tivermos oportunidade, alocaremos recursos para que essa obra seja concluída. Mas seja concluída de verdade”, disse, ao defender a conclusão das obras complementares da transposição do Rio São Francisco.

O pré-candidato também criticou a forma como parte das emendas parlamentares é utilizada e defendeu critérios técnicos para a aplicação dos recursos públicos. “Não pode ser uma alocação fútil. Tem que obedecer critérios demográficos e epidemiológicos para que aquele recurso tenha consequências”, afirmou.

Na área da saúde, Queiroga destacou a experiência adquirida à frente do Ministério da Saúde durante a pandemia e defendeu que investimentos públicos sejam planejados de acordo com as necessidades da população. “A saúde é uma gestão programática, não é uma gestão oportunista”, declarou ao comentar a expansão de leitos de UTI, investimentos em hospitais e programas como o Farmácia Popular.

Questionado sobre o papel do Senado, o ex-ministro afirmou que pretende representar os interesses da Paraíba sem deixar de participar dos debates nacionais. “O senador representa o estado da Paraíba nas questões nacionais e também nas questões voltadas especificamente para o estado”, ressaltou.

Ao falar sobre a campanha eleitoral, Marcelo Queiroga afirmou que pretende percorrer os 223 municípios paraibanos e participar de todos os debates durante o período eleitoral. “É a luta do milhão contra o tostão, do verbo contra a verba. Vamos participar de todos os debates”, concluiu.

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