A Semana da Tontura começou nesta segunda-feira (20) e segue até o dia 26 de abril em todo o país. A iniciativa busca alertar a população sobre a importância de investigar episódios de tontura, sintoma comum que pode estar ligado a diferentes doenças.
Especialistas destacam que a tontura não deve ser tratada como algo simples. Situações em que o sintoma surge de forma súbita, intensa ou acompanhado de sinais como fraqueza, dormência, dificuldade para falar, visão dupla, perda de consciência ou dor de cabeça forte exigem atendimento médico imediato. A tontura pode ter diversas origens e não está restrita a problemas no labirinto. Alterações neurológicas, cardíacas, metabólicas ou emocionais também podem causar o sintoma. Em alguns casos, fatores como estresse, ansiedade, noites mal dormidas, alimentação inadequada e consumo excessivo de cafeína ou álcool contribuem para o surgimento ou agravamento dos episódios.
A avaliação clínica envolve análise do histórico do paciente, exame físico e, quando necessário, a solicitação de exames complementares. O diagnóstico depende da combinação dessas etapas, já que nenhum exame isolado confirma a causa. Os especialistas também fazem um alerta sobre a automedicação. O uso de remédios sem orientação pode mascarar doenças e atrasar o tratamento adequado. Além disso, a tontura pode provocar impactos no dia a dia, com risco de quedas e acidentes, principalmente entre idosos.
O tratamento varia de acordo com a causa identificada e pode incluir medicamentos, manobras específicas, reabilitação vestibular e mudanças no estilo de vida. A orientação principal é buscar avaliação médica ao perceber episódios frequentes ou sintomas associados.



