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Servidor público é afastado durante operação que apura fraude na emissão de documentos na PB

O afastamento foi determinado após indícios de uso do cargo para inserir informações falsas em sistemas oficiais da administração pública

a vítima registrou a denúncia no dia 26 de dezembro de 2025, após relatar agressões
Foto: Divulgação

A Polícia Civil da Paraíba realizou, nesta quinta-feira (22), a Operação Galezia para investigar um esquema de fraude na emissão de documentos de identidade no estado. A ação foi conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO) e pela Unidade de Inteligência Policial (UNINTELPOL), em conjunto com o Ministério Público da Paraíba (MMPB), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), com apoio da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (SEAP).

Segundo as investigações, o esquema envolvia o uso indevido da estrutura da Administração Pública para inserir informações falsas em registros oficiais. Com isso, eram emitidos documentos de identidade formalmente autênticos, porém com conteúdo ideologicamente falso, em prejuízo à fé pública.

As apurações apontam que as irregularidades teriam sido praticadas por um servidor público que atuava nos municípios de Alcantil e Barra de São Miguel. De acordo com a polícia, o servidor é suspeito de utilizar a função para alterar registros oficiais.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas cidades de Campina Grande e Barra de São Miguel, além dos Postos de Identificação de Alcantil e Barra de São Miguel. Como medidas cautelares, a Justiça determinou o afastamento do servidor investigado do cargo e a aplicação de monitoramento eletrônico por meio de tornozeleira.

O nome da operação, Galezia, remete ao conceito de falsificação e dissimulação de informações, em alusão direta à natureza das fraudes investigadas, simbolizando a atuação técnica e integrada dos órgãos de persecução penal na proteção da fé pública e da legalidade administrativa.

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