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“Todos nós queremos respostas”, diz dono de pizzaria sobre caso de intoxicação em Pombal

Advogada afirma que inspeção não encontrou alimentos estragados e que interdição ocorreu por questões sanitárias

Foto: Reprodução Rede Social

O proprietário da pizzaria investigada no caso de intoxicação alimentar em Pombal se pronunciou nesta terça-feira (17) e afirmou que colabora com as investigações para esclarecer o episódio que deixou uma mulher morta e dezenas de pessoas com sintomas após consumo de alimentos no município.

Marcos Antônio, dono do estabelecimento, divulgou um vídeo nas redes sociais em que lamenta o ocorrido e presta solidariedade às vítimas. “Inicialmente, eu venho aqui dar minhas condolências à Raíssa e toda a família e também a todas as pessoas que estão apresentando esses sintomas ou desconforto”, declarou. Ele afirmou que nunca enfrentou situação semelhante nos seis anos de atuação no ramo alimentício e disse que ainda não sabe o que pode ter causado os casos. “Eu estou sem acreditar também, eu não sei o que aconteceu”, disse.

O empresário também relatou que procurou os órgãos de fiscalização por iniciativa própria. “Eu mesmo entrei em contato com o pessoal da Vigilância Sanitária e convidei eles até o estabelecimento para poderem fazer a fiscalização e me dar uma resposta do que veio a ocorrer”, afirmou. Segundo Marcos, a prioridade é esclarecer os fatos. “Todos nós queremos respostas, eu como proprietário, as pessoas que foram afetadas e os familiares também”, declarou. Ele também reforçou que não teve intenção de causar danos. “Jamais eu tive a intenção de machucar qualquer pessoa ou prejudicar qualquer pessoa”, disse.

A advogada do empresário, Raquel Dantas, também se manifestou e confirmou que o estabelecimento passou por inspeções. Segundo ela, não houve identificação de alimentos impróprios para consumo. “Diante dessa inspeção, não foi encontrado nenhum produto fora da validade, nada estragado, nada que indicasse a contaminação dessas pizzas”, afirmou. A defesa informou que os insumos foram recolhidos para análise pericial, incluindo carne e molho de tomate, e destacou que apenas exames técnicos poderão apontar a causa do problema. “Sabemos que pode existir bactéria que não conseguimos ver a olho nu, então só a prova pericial trará essas respostas”, disse.

Sobre a interdição da pizzaria, a advogada explicou que a medida ocorreu por questões estruturais. “A interdição é uma questão sanitária, não é relacionada a comida estragada ou insumo vencido”, afirmou. Ela citou irregularidades como ausência de revestimento em paredes e instalações elétricas expostas. A defesa também mencionou relatos de atendimentos médicos na cidade e levantou a possibilidade de outros fatores. “Pode ser que essas pessoas já estavam com uma virose quando ingeriram a pizza”, declarou.

Relembre o caso

O caso ganhou repercussão após uma mulher de 44 anos morrer na manhã desta terça-feira (17), após apresentar sintomas graves. Ela procurou atendimento com diarreia, vômitos intensos e dor abdominal e teve o quadro agravado, mesmo com internação em Unidade de Terapia Intensiva.

Entre os dias 15 e 16 de março, dezenas de pessoas procuraram unidades de saúde com sintomas semelhantes. O Hospital Regional Senador Rui Carneiro registrou 74 atendimentos no período, a maioria com diagnóstico de gastroenterocolite aguda.

A Vigilância Sanitária interditou a pizzaria investigada e recolheu amostras para análise. A Agência Estadual de Vigilância Sanitária acompanha o caso, enquanto a Polícia Civil aguarda laudos para confirmar a causa da contaminação e definir possíveis responsabilizações.

A investigação segue em andamento.

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