A Universidade Estadual da Paraíba realiza, nesta quinta-feira (29), um debate sobre visibilidade trans no ensino superior e no mercado de trabalho. A atividade ocorre das 9h às 10h30, em Campina Grande. O Centro de Educação da UEPB organiza o evento “Abrindo o Leque da Diversidade: pessoas trans desenhando no ensino superior e no mercado de trabalho”. O encontro acontece na Casa dos Conselhos e terá transmissão ao vivo pelo YouTube da Rede UEPB.
A iniciativa reúne a UEPB e a Coordenação de Ações e Políticas para a Pessoa LGBTQIAPNB+ de Campina Grande. O debate propõe ações concretas para enfrentar a transfobia em espaços educacionais e profissionais. A programação inclui discussões sobre políticas educacionais, ações transversais, orçamento específico e mecanismos de denúncia e acesso à justiça. Representantes do poder público, profissionais da saúde e ativistas participam do encontro.
Entre os convidados estão Bell Brasil, Roger Izidro, Dyanna Maria, Talytha Vasconcelos, Mário Wilson, Isabella Silva, Isabella Silva Sousa e o professor Eduardo Onofre. Estudantes trans da UEPB também participam. O Campus I da UEPB registra atualmente onze estudantes trans matriculados em diferentes cursos de graduação. A organização destaca a importância de dar visibilidade à presença dessas pessoas na universidade.
Os organizadores afirmam que a iniciativa combate o preconceito e reforça a qualificação de pessoas trans para o mercado de trabalho. O evento integra as ações do Dia Nacional da Visibilidade Trans, celebrado em 29 de janeiro.A data busca ampliar o debate sobre cidadania de travestis, transexuais e pessoas não-binárias. O debate também chama atenção para os impactos da transfobia na educação e no trabalho.
Levantamentos de 2024 apontam que o Brasil lidera registros de assassinatos de pessoas trans no mundo. Entidades alertam para a subnotificação e o desrespeito à identidade das vítimas. A UEPB defende a criação de políticas públicas integradas e sistemas de dados eficazes. A universidade destaca a promoção da cidadania como eixo central do enfrentamento à violência e à exclusão.



