O Procurador Regional Eleitoral da Paraíba, Marcos Alexandre Queiroga, determinou que fardas militares não sejam utilizadas em propagandas eleitorais no estado. A recomendação tem como objetivo preservar a igualdade entre os candidatos e evitar que a presença de uniformes influencie o eleitor de forma indevida.
A orientação se aplica a agentes públicos e federais, integrantes das forças policiais e bombeiros, além de partidos e pré-candidatos, e ficará vigente pelos próximos seis meses. Segundo a Procuradoria, a utilização de insígnias, distintivos ou qualquer elemento que identifique cargos ou instituições em campanhas pode gerar confusão entre o Estado e candidaturas, prejudicando a transparência do pleito.
Por sua vez, o coordenador do Gaeco-PB, Otávio Paulo Neto, por meio de suas redes sociais, criticou o uso de fardas em campanhas, classificando a prática como uma “espetacularização” das forças militares, utilizando recursos do Estado para promoção política.
“Há algo de profundamente inquietante quando o exercício da função policial, que deveria se ancorar na discrição, na técnica e na responsabilidade institucional, passa a orbitar em torno da lógica da visibilidade, com o único e inequívoco propósito de se lançar à política. Não se trata aqui de negar a importância da comunicação pública, mas de denunciar a sua perversão: a transformação da atividade policial em espetáculo, em produto simbólico destinado à autopromoção e, pior, com os insumos do Estado”, disse o coordenador do Gaeco.



