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Casarão centenário é demolido em Prudente por risco sanitário

Demolição foi autorizada pela Justiça, devido ao estado de abandono do imóvel e consequentes risco sanitário e e de segurança

Casarão foi erguido em 1919, na rua Bahia, esquina com a Antônio Lopes de Azevedo, na Vila Marcondes | Foto: Divulgação

Um dos imóveis mais antigos da Vila Marcondes agora faz parte apenas da memória dos moradores. O casarão localizado na Rua Bahia, esquina com a Rua Antônio Lopes de Azevedo, nas proximidades do Santuário Nossa Senhora Aparecida, foi demolido na manhã desta terça-feira (24) pela Prefeitura de Presidente Prudente (SP), após autorização do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assinado pelo Juiz Darci Lopes Beraldo.

Construída por volta de 1919, a residência marcou época. Segundo relatos de moradores mais antigos, o imóvel pertenceu a uma das famílias pioneiras na cidade e já foi palco de inúmeras festas e encontros que ajudaram a escrever parte da história do bairro. Com o passar dos anos, no entanto, o casarão acabou se tornando símbolo de abandono.

De acordo com a Secretaria Municipal de Planejamento, desde 2015 os proprietários vinham sendo notificados e multados pela falta de manutenção. Conforme consta na decisão judicial, o imóvel possui 11 coproprietários, sendo que nove deles já são falecidos, o que dificultou a ação de providências ao longo do tempo.

Interdição

Em 2025, a Administração Pública interditou o espaço. Ainda assim, o local continuava sendo utilizado de forma irregular por pessoas em situação de rua, inclusive para práticas ilícitas, o que motivou também manifestação da Polícia Civil em relação a utilização atual do imóvel.

Além da questão de segurança, o estado de abandono trouxe preocupações sanitárias. O mato alto já tomava conta da área e, dentro do imóvel, havia inúmeros recipientes com potencial para acúmulo de água, cenário propício para a proliferação do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus, além do risco de animais peçonhentos.

Justiça

Diante desse quadro, a administração ingressou com pedido de tutela de urgência para a demolição e limpeza da área, para garantir a saúde pública e a prevenção de doenças.

A ação contou com a participação das secretarias de Planejamento, Obras, Meio Ambiente e Mobilidade Urbana, além da presença de oficial de Justiça que acompanhou todo o procedimento.

“A demolição foi uma medida necessária para preservar a saúde pública e manter os baixos índices de dengue que o município vem registrando. Aproveitamos para reforçar o pedido aos proprietários, tanto de terrenos quanto de imóveis desocupados, que mantenham seus espaços limpos e bem cuidados. O descuido impacta diretamente a vizinhança e toda a comunidade”, destacou o secretário municipal de Planejamento, Laércio Alcântara.

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