A Prefeitura de Presidente Prudente (SP), por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), está na fase final dos estudos para o novo modelo do transporte coletivo urbano. O objetivo é tornar o sistema mais ágil, eficiente e seguro, adaptando-o ao crescimento da cidade e às necessidades dos usuários.
Atualmente, os engenheiros da Semob finalizam o plano baseado no estudo do arquiteto e urbanista Rogério Penna Quintanilha. O projeto prevê linhas mais rápidas, com intervalos de até 30 minutos, e o redesenho de rotas, especialmente para melhorar o fluxo em horários de pico.
“A ideia do novo modelo não é apenas ampliar as linhas, mas reformular todo o sistema, aumentando a frequência, a velocidade e a abrangência. O modelo atual está ultrapassado, mas, com essa reforma, poderemos implantar técnicas mais modernas, como linhas expressas e perimetrais, melhor aproveitamento dos terminais urbanos e, futuramente, faixas exclusivas, sincronia semafórica e veículos articulados”, explicou o professor Quintanilha.
Segundo o secretário de Mobilidade Urbana, outros estudos também foram considerados, incluindo análises técnicas da própria Semob. Nesta fase final, o foco é ouvir a população, por meio de enquetes nas redes sociais e da audiência pública que será marcada.
“Queremos construir um sistema moderno, que garanta deslocamento ágil, seguro e confortável para todos os prudentinos”, afirmou o secretário Adauto Bibiano.
Tarifa Zero
O primeiro passo da reestruturação começou com uma gestão mais eficiente do transporte coletivo, o que permitiu a implantação da Tarifa Zero aos fins de semana, em junho deste ano. A medida aumentou em 40% o número de passageiros.
Também foram realizadas intervenções em avenidas como Washington Luiz e Manoel Goulart para desafogar o trânsito e aumentar a segurança viária. Além disso, 25 novos coletivos foram entregues.
Um pouco da história
O transporte coletivo em Prudente começou a ser regulamentado em 1950, com concessões para os distritos e a primeira linha urbana entre o centro e o aeroporto. Em 1963, a Transporte Coletivo Brasília inaugurou quatro linhas dentro da cidade.
Desde então, o sistema passou por adaptações, com planos mais recentes em 1991, 2014 e 2024, que propuseram linhas troncais, terminais interligados e integração do transporte, mas que ainda dependem de implementação.



