A região administrativa de Ribeirão Preto teve 513 mulheres vítimas de violência doméstica contempladas pelo Auxílio-Aluguel em agosto. O benefício, concedido pelo Governo do Estado de São Paulo, representou um investimento de R$ 256,5 mil na região.
Em todo o estado, foram R$ 2,9 milhões destinados a 5,8 mil mulheres somente no mês de agosto. Desde o início do programa, em fevereiro de 2025, mais de 9,9 mil mulheres já foram atendidas, com investimento superior a R$ 29,9 milhões.
Os dados foram divulgados pela Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo (SEDS). A iniciativa já chegou a 593 municípios paulistas, com a rede municipal de assistência social atuando como porta de entrada para o benefício.
Como funciona o Auxílio-Aluguel
Criado para auxiliar mulheres que precisam se afastar de situações de violência, o programa oferece R$ 500 por mês durante seis meses, com possibilidade de renovação por mais seis meses.
A proposta é garantir autonomia financeira e condições para que as vítimas deixem relações violentas com maior segurança.
“Romper o ciclo da violência doméstica exige mais do que coragem, é necessário apoio real e condições concretas para um recomeço seguro. O Auxílio-Aluguel, além de um importante suporte financeiro, é uma ferramenta de autonomia e dignidade para que essas mulheres possam reescrever suas histórias longe do medo”, afirma a secretária de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém.
Para ter acesso ao benefício, é necessário que a mulher:
- tenha medida protetiva expedida pela Justiça;
- resida no Estado de São Paulo;
- esteja em situação de vulnerabilidade social;
- tenha renda, até o momento da separação, de até dois salários mínimos.
O cadastramento é realizado pela rede municipal de assistência social das cidades participantes. Depois da análise e aprovação, o benefício é disponibilizado por meio de Poupança Social do Banco do Brasil, diretamente para a beneficiária.
Além do auxílio financeiro, o programa também busca integrar outras políticas públicas municipais, facilitando o acesso a serviços de proteção social, orientação e acompanhamento.
Onde buscar ajuda
Mulheres vítimas de violência podem procurar atendimento em diferentes serviços da rede pública:
- Assistência Social: CRAS, CREAS e Centros de Referência de Atendimento à Mulher;
- Saúde: UBS, pronto-socorros e hospitais;
- Segurança Pública: DDM, distritos policiais, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros;
- Sistema de Justiça: Ministério Público, Defensoria Pública e OAB;
- Denúncias e orientações: Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) e 190 em casos de emergência.

