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Caso Larissa: Tribunal acata denúncia do MP e determina prisão preventiva para marido e sogra

Decisão foi compartilhada nesta quinta-feira (03)

Trecho do documento do Tribunal de Justiça de SP | Foto: Reprodução TH+TV

O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu nesta quinta-feira (03), ao acatar a denúncia do Ministério Público, pela prisão preventiva do marido e sogra da professora Larissa Rodrigues, morta por envenenamento, em Ribeirão Preto. 

A decisão, assinada pelo juiz de direito Sylvio Ribeiro de Souza Neto, possui 22 páginas e decide “a conversão da prisão temporária por prisão preventiva dos acusados, conforme representação da autoridade policial encampada pelo Ministério Público, por dois motivos”.

São eles, ainda conforme impresso na decisão: 

Primeiro: os denunciados são acusados do cometimento de fato gravíssimo, hediondo. 

“Não se pode ignorar que os autores de fatos dessa natureza demonstram, com suas condutas, personalidades contrárias aos preceitos morais, reveladoras de absoluto descaso com a vida alheia, em especial no caso em apreço, considerando a conduta concretamente realizada (homicídio praticado contra vítima que era esposa e nora dos acusados, mediante futilidade e crueldade)”, escreve o juiz.

Segundo: o texto considera que, caso não sejam presos imediatamente, provavelmente os acusados tomarão rumo ignorado, tendo em vista que a prisão temporária encerrará no final do dia de hoje e, em face dos graves fatos que lhes foram atribuídos, a fuga impedirá a entrega da prestação jurisdicional (artigo 366 do Código de Processo Penal).

O juiz competente considera ainda, conforme destacado no documento, que determina a “prisão cautelar dos acusados como garantia da ordem pública”. 

A defesa de ambos os indiciados negam envolvimento no crime. 

Relembre o caso

Garnica chamou a polícia após ter encontrado a esposa morta no apartamento do casal em Ribeirão Preto. O caso aconteceu em 22 de maio e ele relatou que trabalhava em um plantão e não teria conseguido contato com a mulher de manhã. Ao chegar em casa, a encontrou caída no banheiro e, por ser médico, teria a colocado na cama e tentado reanimá-la.

Quando a equipe do SAMU chegou, constatou que a morte teria ocorrido há cerca de dez horas. Segundo a investigação, o comportamento do médico levantou suspeitas. Havia forte cheiro de produtos de limpeza no imóvel.

A investigação apurou que, 15 dias antes da morte da nora, a mãe do médico procurou chumbinho para comprar. O veneno, altamente tóxico, foi banido do mercado brasileiro em 2012, mas continua sendo vendido de forma clandestina. Ela também teria ligado para uma amiga fazendeira perguntando sobre o veneno e onde poderia comprar a substância.

O exame toxicológico feito em Larissa apontou envenenamento como a provável causa da morte da vítima. Segundo o delegado Fernando Bravo, a mulher pode ter sido envenenada ao longo de uma semana. Dias antes de morrer, ela havia relatado dores de barriga e diarreia.

Mãe também é investigada pela morte da própria filha, irmã do médico. Nathália Garnica sofreu um infarto um mês antes da morte de Larissa. Diante das circunstâncias, o corpo dela, que tinha 42 anos, foi exumado e a ingestão de chumbinho foi comprovada por exames periciais.

**Com informações de Folha Press

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