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CETRAS acolhe 660 animais no primeiro trimestre de 2026, diz prefeitura

Cerca de 300 animais silvestres retornaram à natureza no processo de refaunação

Foto: Guilherme Sircili

No primeiro trimestre de 2026, de janeiro a março, o Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (CETRAS) Morro do São Bento registrou a entrada de 660 animais silvestres para cuidados e reabilitação. Destes, cerca de 300 retornaram à natureza, no processo de refaunação.

Dentre os animais que chegaram vitimados ao Centro, foram reabilitados e devolvidos aos seus habitats algumas espécies ameaçadas de extinção, como o lobo-guará, carnívoro de topo de cadeia e o maior da América Latina; o jacaré-de-papo-amarelo, que pode chegar a 2 metros de comprimento; e o tamanduá-bandeira, de grande relevância para a natureza e a cultura, sendo um símbolo brasileiro.

“O trabalho que desenvolvemos no CETRAS Morro do São Bento é meticuloso, o que nos traz bons resultados na recuperação dos animais silvestres, principalmente pela equipe técnica formada por médicos-veterinários, biólogos, zootecnistas e auxiliares, que oferecem o melhor cuidado, tratamento e recuperação aos pacientes. É com orgulho que fechamos o primeiro trimestre com mais de 400 animais soltos e em tratamento, sem casos em estado grave”, afirma o responsável técnico pelo CETRAS, Alexandre Gouvea.

Mesmo com capacidade técnica para atender todos os tipos de animais silvestres, a maioria dos acolhimentos é de aves, que têm como principais causas de vitimização a urbanização e o tráfico.

“O nosso CETRAS é referência no Estado de São Paulo e para diversos órgãos não apenas da região, mas de todo o Brasil, pela qualidade técnica, tanto das equipes quanto dos equipamentos. Investir em nosso Centro é investir na preservação das espécies, dos ecossistemas e do nosso futuro”, ressalta o secretário de Meio Ambiente, Claudio Almeida.

Entre as últimas espécies que deram entrada no Centro em março e seguem em tratamento estão seriemas, tucanos-toco e jabutis-piranga. Os animais chegam ao CETRAS principalmente por meio da Polícia Ambiental, que pode ser acionada em casos de denúncias de tráfico de animais, maus-tratos e vitimização, práticas criminosas sujeitas a multas e penalidades, pelo telefone (16) 3996-0450.

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