CETRAS acolhe animais exóticos apreendidos em cativeiro durante operação policial

Dez animais foram resgatados em Ribeirão Preto; espécie nativa já foi reintroduzida à natureza

Foto: Divulgação

O Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (CETRAS) Morro do São Bento, da Prefeitura de Ribeirão Preto, recebeu, na última quarta-feira, 29 de abril, dez animais silvestres — entre espécies nativas e exóticas — que estavam em cativeiro irregular. Os animais foram apreendidos durante uma operação da Polícia Militar em uma residência no município.

Entre os animais recebidos estão seis ouriços-pigmeus, duas cobras-do-milho, uma jiboia BCA e uma píton-real. O resgate foi realizado pela Polícia Ambiental, que encaminhou os espécimes ao CETRAS para avaliação, tratamento e destinação adequada.

“Realizamos exames em todos os animais e seguimos um rigoroso protocolo de triagem, com atendimento ambulatorial, nutricional e clínico, além da microchipagem de cada indivíduo. Após esse processo, identificamos que a jiboia BCA estava apta para retornar à natureza e realizamos sua reintrodução em habitat adequado”, explica o zootecnista e responsável técnico pelo CETRAS Morro do São Bento, Alexandre Gouvea.

Dos dez animais, apenas a jiboia BCA foi solta, por ser a única espécie nativa da fauna brasileira. Os demais, por serem exóticos, permanecerão sob os cuidados do CETRAS e serão encaminhados, por meio de programas de manejo, a zoológicos parceiros, onde receberão acompanhamento especializado para garantir bem-estar e qualidade de vida.

Segundo o biólogo e também responsável técnico pelo CETRAS, a introdução de espécies exóticas na natureza é proibida por lei. “Esses animais não pertencem à fauna brasileira. Sua soltura causaria desequilíbrios ambientais significativos, afetando todo o ecossistema local e regional. Por isso, garantimos a destinação adequada, com cuidados técnicos e locais apropriados”, afirma.

O CETRAS Morro do São Bento desempenha papel fundamental na preservação da biodiversidade regional, atuando na triagem, reabilitação e reintrodução de animais silvestres — muitos deles vítimas de maus-tratos ou do tráfico. Nos casos de espécies exóticas, o trabalho envolve a destinação segura e legalmente adequada.

A unidade integra a rede de 28 CETRAS do Estado de São Paulo e é reconhecida como referência regional e nacional pela qualidade do atendimento e pelo rigor técnico.

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