O Comércio de Ribeirão Preto projeta crescimento médio de 2% a 4% nas vendas de junho de 2025 na comparação com o mesmo período do ano passado. É o que aponta levantamento de SINCOVARP (Sindicato do Comércio Varejista) e CDL RP (Câmara de Dirigentes Lojistas), por meio do CPV (Centro de Pesquisas do Varejo). Fatores como a chegada do frio (e a primeira onda já veio forte nesse ano), a temporada de festas juninas e, principalmente o Dia dos Namorados, devem impulsionar o desempenho. O tíquete médio do presente, na data sazonal que fecha o primeiro semestre do Varejo, deve variar entre R$ 250 e R$ 300 reais.
“Vamos ter um pico de vendas até o Dia dos Namorados (12/6, quinta) e uma acomodação natural no restante do mês. Caso a projeção se confirme, será uma pequena mas importante recuperação em relação a junho de 2024, quando as vendas ficaram negativas em -1% na comparação com o ano anterior (2023)”, analisa Diego Galli Alberto, pesquisador e coordenador do CPV SINCOVARP/CDL RP.
Intenção de compra
Com base em dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL)/SPC Brasil/Offerwise Pesquisas, o CPV projeta que 62% dos consumidores ribeirão-pretanos devem ir às compras para o Dia dos Namorados. Desse total, 61% devem comprar um único presente e 27% pretendem adquirir dois itens. 59% dos consumidores consideram que os preços estão mais caros nesse ano, 37% que estão na mesma faixa de preço e 4% que estão mais baratos.
Com relação às compras pretendidas, 38% esperam gastar o mesmo valor que o ano passado, 33% gastar mais e 16% gastar menos. 76% pretendem fazer pesquisa de preços antes de comprar, principalmente pela internet (86%).
Campeões de vendas
Para o Dia dos Namorados os produtos campeões de vendas serão roupas, lingeries/peças íntimas, calçados, acessórios, perfumes/cosméticos, maquiagem, bombons/chocolates, joias, bijuterias, relógios de pulso, celulares, móveis/decoração, livros e flores naturais, entre outros. As lojas físicas aparecem como o principal local de compra dos consumidores (57%). A data também costuma aquecer a procura por restaurantes, bares, hotéis e motéis.
Quando consideramos a influência do clima frio e das festas juninas, nas vendas, os segmentos mais procurados serão os de vestuário, calçados, acessórios, tecidos, armarinhos, artigos para festas, doces e até papelarias.
Cautela
O cenário macroeconômico ainda preocupa e o consumidor anda mais cauteloso. “A inflação continua em alta e a taxa de juros também subiu, além disso os índices de endividamento das famílias e de inadimplência continuam em patamares elevados. São fatores que diminuem o poder de compra e acabam por exigir maiores sacrifícios por parte dos consumidores. As vendas do Varejo, no primeiro semestre de 2025, estão abaixo do esperado. A expectativa é de que as recentes reduções dos preços dos combustíveis, resultantes da queda do preço do petróleo no mercado internacional, possam aliviar a pressão inflacionária gerando um ambiente mais favorável ao consumo, ainda em junho”, finaliza Diego Galli Alberto.



