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Como as empresas têm utilizado a Inteligência Artificial

Os possíveis cenários criados pela tendência organizacional

Imagem ilustrativa | Foto: Rede social

De forma mais ou menos visível para o público, o uso de inteligência artificial por empresas tem demonstrado ser uma tendência mundial irreversível. Uma pesquisa de 2025, promovida pela McKinsey, indicou que 88% das empresas mundiais já utilizam a ferramenta com a finalidade analítica, um aumento de 340% comparado ao ano de 2017.[1] Soma-se a isso um fenômeno mais marcante: o salto dado entre 2023 e 2025, quando, por ocasião do lançamento da plataforma ChatGPT, gerenciada pela OpenAI, muitas empresas passaram a utilizar a IA não só de forma preditiva, mas sobretudo generativa, isto é, para a produção de imagem, vídeos, texto e músicas.

Porém, ao analisarmos o contexto nacional, surge uma situação um tanto diferente. Em pesquisa recente organizada pela Abiacom (Associação Brasileira de Inteligência Artificial e Ecommerce), em parceria com a Brazil Panels, a maioria das empresas no país diz não utilizar ferramentas de IA em suas operações (40,1%) ou não saber informar (21,45%) se a tecnologia é aplicada em seus ambientes de trabalho. Desse grupo, fazem parte principalmente funcionários públicos, pequenos produtores rurais ou trabalhadores “sem vínculo empregatício formal ou em início de carreira”, profissionais que muitas vezes não observam as oportunidades de aplicação ou entendem que as novas tecnologias não agregam tanto valor a seu serviço.

Assim, o emprego estruturado de IA nas empresas brasileiras está, atualmente, concentrado em profissionais que atuam em cargos de consultoria, de análise e de liderança, como diretores, supervisores, gerentes, empresários. Esses representam 38,4% dos entrevistados e afirmaram utilizar a ferramenta nas empresas. Especialmente como forma de causar engajamento da audiência, por meio do Marketing e do Atendimento ao Cliente, e como maneira de auxiliar nas vendas, por meio da Tecnologia da Informação, no Brasil, tornou-se mais comum a utilização da IA Generativa do que a Preditiva.

Os números levantados pela pesquisa sobre o emprego e adesão das empresas à IA mostram, portanto, três cenários complementares relacionados à governança tecnológica. O primeiro diz respeito à forma com que as empresas brasileiras enxergam as funcionalidades das ferramentas de automação. Em geral, a IA é utilizada para se criar uma maneira inovadora de se conectar com público, melhorando a experiência do consumidor e personalizando as estratégias de venda.

O segundo cenário diz respeito à organização interna da empresa. Proporcionalmente ao cenário global, muitas empresas não possuem cargos ou profissionais exclusivos para lidar com projetos com IA. Isso, no dia a dia empresarial, limitaria o potencial das ferramentas modernas no desempenho organizacional e levaria ao risco do uso sem as devidas estratégias. Nesse último caso, o uso “extraoficial” da IA – chamada na pesquisa de “Shadow AI” – pode representar uma fraqueza na segurança de dados ou a obtenção de resultados não mensuráveis.

Por fim, o terceiro cenário a ser considerado é em ralação à lacuna que existe entre os líderes e gestores dos colaboradores e demais profissionais que atuam em conjunto com as empresas. A baixa adesão de um e alta adesão de outro às novas tecnologias pode derivar, de acordo com a pesquisa, da falta de instrução sobre funcionamento da IA, de pouca comunicação sobre a aplicabilidade e da exposição insuficiente no ambiente de trabalho às estratégias voltadas a essa ferramenta. Dessa maneira, a distância da percepção nessas duas esferas mostra a necessidade de capacitação, treinamentos, questionamentos e apresentação sobre a IA e seu desenvolvimento para o time de colaboradores e a exigência de profissionais voltados a buscar inovação no curto, médio e longo prazo dentro dos objetivos das empresas.

[1] Considera-se que a maioria das empresas que implementaram a IA estão em fase de experimentação, pilotagem ou expansão

**A coluna não expressa, necessariamente, a opinião do Grupo Thathi de Comunicação 

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