Para o primeiro semestre de 2026, o prefeito Ricardo Silva (PSD) anunciou por um vídeo publicado nas redes sociais, nesta terça-feira (30), o fim dos radares móveis no município.
Segundo o prefeito, “Ribeirão não pode ser uma indústria da multa”. Diante da mudança, os radares móveis serão substituídos por radares fixos. “A multa escondida não salva vidas”, continuou o político.
A decisão acontece após o presidente da Câmara, Isaac Antunes, protocolar uma indicação propondo o encerramento imediato do uso de radares móveis na cidade e a substituição por radares fixos, especialmente nos trechos com maior índice de acidentes.
A proposta parte do princípio de que o trânsito deve ser educativo, previsível e transparente, priorizando a preservação de vidas e a conscientização dos motoristas, em vez de adotar práticas que gerem surpresa e sensação de punição injusta.
Segundo Isaac Antunes, os radares fixos cumprem melhor o papel pedagógico, pois são visíveis, bem sinalizados e alertam o condutor com antecedência, induzindo à redução da velocidade em pontos críticos. “O radar fixo orienta, educa e ajuda a prevenir acidentes. Ele não pega o motorista de surpresa”, destaca.
Já os radares móveis, de acordo com o presidente da Câmara, acabam sendo percebidos pela população como instrumentos de arrecadação, muitas vezes instalados de forma pouco perceptível, o que gera revolta, descrédito e insegurança jurídica. “Não somos contra a fiscalização. Pelo contrário: defendemos uma fiscalização firme, mas justa, transparente e com foco na educação do trânsito”, afirmou.
A indicação ressalta ainda que, nos locais com histórico elevado de acidentes, a instalação de radares fixos e devidamente sinalizados pode contribuir de forma mais efetiva para a redução de velocidades excessivas, a proteção de pedestres e a formação de uma cultura de respeito às normas de trânsito — especialmente entre jovens condutores.



