Criminosos utilizaram o nome, o cargo e a imagem do presidente da Câmara de Ribeirão Preto, Isaac Antunes (PL), para tentar aplicar um golpe contra motoristas da cidade. O caso foi registrado nesta quarta-feira (21) na Polícia Civil como tentativa de estelionato, conforme o artigo 171 do Código Penal.
De acordo com o boletim de ocorrência, os suspeitos entravam em contato com motoristas por meio do aplicativo WhatsApp, utilizando números que não pertencem ao vereador e um perfil falso com foto antiga, passando-se pelo próprio Isaac ou por pessoas ligadas a ele. Em algumas abordagens, os criminosos também se identificavam como um suposto juiz chamado “Marco Aurélio”, afirmando atuar na “4ª Vara”.
O pretexto utilizado era a realização de entregas de cestas básicas, supostamente solicitadas pelo presidente da Câmara. Os motoristas eram orientados a aguardar instruções para retirada ou entrega do material.
Segundo a apuração, o golpe ocorreria no momento do pagamento pelo serviço. Após combinar a entrega, os criminosos informavam aos motoristas que teriam realizado um depósito com valor maior do que o combinado e solicitavam a devolução da diferença. Para dar aparência de veracidade, chegavam a encaminhar comprovantes bancários de transferências que, na prática, não se concretizavam, já que o envio era posteriormente cancelado ou nunca efetivado.
Ao perceberem a inconsistência das informações e a ausência de crédito em conta, algumas das pessoas abordadas entraram em contato com o gabinete do vereador, onde foi confirmado que nenhuma entrega, pagamento ou solicitação havia sido autorizada. Com isso, o golpe foi interrompido antes que houvesse prejuízo financeiro às vítimas.
O boletim de ocorrência aponta que os pedidos de entrega teriam sido direcionados a comércios da cidade, inclusive no bairro Ipiranga, e que foram utilizados mais de um número de telefone para a tentativa de fraude. A Polícia Civil investiga a autoria do crime.
A orientação é para que a população em geral desconfie de pedidos feitos em nome de autoridades públicas, especialmente quando envolvem transferências bancárias, devolução de valores ou solicitações urgentes feitas por aplicativos de mensagens. Em caso de suspeita, a recomendação é confirmar a informação diretamente com o órgão oficial citado e registrar boletim de ocorrência.


