Em alguns momentos, moradores de Ribeirão Preto podem perceber a água saindo da torneira com aparência esbranquiçada. Apesar da impressão inicial, o fenômeno é natural, temporário e não representa qualquer risco à saúde.
A Saerp (Secretaria de Água e Esgoto de Ribeirão Preto) explica que essa alteração ocorre devido à presença de microbolhas de ar na água. A pressão da rede de distribuição faz com que o ar se dissolva temporariamente e, quando a água é liberada pela torneira, as pequenas bolhas subam rapidamente à superfície. Em poucos segundos, a água volta a ficar totalmente transparente e pode ser consumida normalmente.
A qualidade da água distribuída em Ribeirão Preto é um dos diferenciais do município. O abastecimento da cidade é feito com água captada diretamente do Aquífero Guarani, uma das maiores reservas subterrâneas de água do planeta.
Por possuir origem subterrânea e elevada pureza natural, a água não passa por tratamento convencional, como ocorre em cidades abastecidas por rios e represas. Em Ribeirão Preto, é realizada apenas a adição de cloro e flúor, conforme determinam as normas da Vigilância Sanitária e do Ministério da Saúde.
Além disso, a Saerp conta com um laboratório próprio que realiza, mensalmente, cerca de 1.500 análises físico-químicas e microbiológicas para monitorar e garantir a qualidade da água distribuída à população.
O controle permanente assegura que a água que chega às residências mantenha os padrões de qualidade e segurança exigidos pelos órgãos de saúde.
“Nosso trabalho no laboratório e no controle da cloração e da fluoretação envolve um monitoramento analítico rigoroso, desde a água bruta do poço até a rede de distribuição. Esse acompanhamento permanente assegura o cumprimento dos padrões de potabilidade e a saúde da população”, explicou Karina Rodrigues Carregari, gerente de Laboratório e Tratamento da Saerp.

