O filho e o sobrinho da motorista de aplicativo de 45 anos – encontrada morta no porta-malas do próprio carro na avenida Eduardo Andrea Matarazzo – foram detidos por suposto envolvimento no crime.
Os suspeitos foram detidos na última sexta-feira (28), por agentes do DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais) da Polícia Civil, e um indivíduo é considerado foragido.
O motivo do assassinato ainda é investigado pelas autoridades competentes, mas não se descarta a atuação criminosa por desavenças e brigas.
De forma exclusiva ao portal TH+, o filho da mulher morta disse em entrevista que a mãe havia antecedentes no PCC (Primeiro Comando da Capital), além de sustentar que a vítima teria apresentado versões divergentes sobre o local que estaria no momento do crime.
Ainda durante a entrevista, quando indagado sobre a motivação do crime, o filho afirma: “sinceramente, eu não sei”. Relembre a entrevista na íntegra:
O caso
O crime aconteceu na madrugada de 20 de março, uma quinta-feira. Na ocasião, a motorista de aplicativo, identificada como Amanda de Paiva, faleceu depois de ser agredida violentamente, em Ribeirão Preto.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima foi encontrada em um Chevrolet Onix abandonado na avenida Eduardo Andrea Matarazzo, na zona Norte da cidade.
O veículo estava estacionado no meio fio da via pública, próximo ao número 2753, e em condições suspeitas. O cenário instigou agentes da Polícia Militar que faziam patrulhamento de rotina, e as autoridades decidiram apurar o fato.
Quando se aproximaram do veículo, foi possível notar a presença de um corpo enrolado por lençol encharcado de sangue, no porta-malas. Diante do encontro do material suspeito, a Polícia Civil foi comunicada e compareceu ao local em companhia da Perícia.
O filho da vítima, de 25 anos, chegou a ser indagado pelos agentes que desvendavam o crime. O jovem disse que a mãe trabalhava como motorista de aplicativo, além de realizar entregas para empresas de comércio virtual.
O filho da mulher morta comentou ainda que a mãe, antes de sair de casa, havia dito que se encontraria com o ex-namorado. Segundo o jovem, entretanto, em fala exclusiva ao repórter André Rey, do TH+ Portal, a mulher teria dito à mãe que ia à UPA para testar a saúde.
O veículo estava trancado, mas não havia qualquer chave nas proximidades. Por isso, os policiais foram até a casa da vítima em busca do equipamento reserva.
Em ato seguinte à abertura do veículo e checagem do corpo, foi comprovada a identidade da vítima – reconhecida pelo próprio filho.
Além do corpo, o veículo ainda comportava o celular da vítima num suporte, como utilizado por motoristas de aplicativo, e encomendas etiquetadas para entrega.
No banco traseiro do carro, os agentes encontraram um pedaço de madeira com pregos. A peça estava manchada por vestígios sanguíneos, e pode ter sido utilizada para a concretização do crime.
Com a retirada do corpo do carro, constatou-se que a vítima foi atingida na cabeça e na face. A mulher somente vestia calcinha.
O ex-namorado da vítima, indicado como suspeito durante o início da apuração, foi identificado e compareceu à delegacia para esclarecimentos, sendo liberado em seguida. A peça de madeira foi periciada, enquanto o veículo acabou devolvido ao filho da proprietária assassinada após perícia.