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Frade de igreja que desabou em Salvador avisou dois dias antes sobre problema no teto do templo

Turista de 26 anos, nascida em Ribeirão Preto, morreu no ocorrido

O frade Pedro Júnior Freitas da Silva, guardião e diretor da Igreja e Convento de São Francisco, havia alertado o Instituto de Preservação do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) na segunda-feira sobre uma dilatação no forro do teto da Igreja de São Francisco, localizada no centro de Salvador (BA).

O mesmo forro desabou nesta quarta-feira (5), matando uma pessoa.

Na carta ao Iphan, o frade solicitou a realização de uma visita técnica para avaliação da situação e encaminhamentos necessários à sua preservação. Não consta, em documentos acessados pela Folha, resposta do Iphan.

“Pedimos, ainda, orientações sobre as possíveis soluções para o problema, garantindo que qualquer intervenção siga os critérios técnicos e de conservação exigidos para bens tombados. Ficamos à disposição para fornecer mais detalhes e agendar a melhor data para a visita”, ele escreveu.

Há quatro meses, o Iphan e o frade assinaram ordem de serviço para uma reforma de R$ 1,2 milhão para a restauração do edifício. O recurso seria aplicado na contratação de serviços técnicos de elaboração dos projetos para a restauração e preservação do templo.

“A preservação desse patrimônio, que integra a arte barroca, contribui para manter viva a memória do passado colonial e fortalecer o conjunto arquitetônico como atrativo turístico”, disse o Iphan na ocasião.

“A preservação de bens culturais como a Igreja e Convento de São Francisco é uma responsabilidade compartilhada. É um esforço coletivo que envolve o compromisso de todos os setores da sociedade”, destacou na época o superintendente do Iphan-BA, Hermano Guanaes e Queiroz.

A igreja e o convento são tombados pelo Iphan e classificadas como uma das Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo. São também Patrimônio Mundial reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

DEMÉTRIO VECCHIOLI / Folhapress

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