As redes sociais se tornaram algo comum na vida de diversos brasileiros. Com a ascensão dessas plataformas, a segurança digital ganhou foco e espaço de debate na sociedade. Segundo a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), nove em cada dez pessoas já sofreram alguma tentativa de golpe digital no Estado de São Paulo, o que representa cerca de 30 milhões de pessoas.
Uma pesquisa da instituição analisou o panorama da população paulista em relação à insegurança em ambientes virtuais. De acordo com o estudo, a intensificação do uso das tecnologias de informação e comunicação ampliou as oportunidades de interação digital, mas, ao mesmo tempo, aumentou os riscos associados à segurança on-line.
Público dos golpes
A pesquisa aponta que as abordagens mais recorrentes envolvem solicitações de informações sensíveis, simulação de chamadas telefônicas e perfis falsos criados com finalidade fraudulenta. Alguns aspectos ligados à faixa etária, escolaridade e renda têm papel direto na ocorrência de tentativas de golpes. Pessoas com idade entre 30 e 59 anos, maior escolaridade e maior renda são as mais expostas às tentativas de golpe, segundo a Fundação.
A porcentagem de crimes efetivamente realizados também merece destaque. Cerca de 40% dos entrevistados relataram já ter feito compras em lojas virtuais inexistentes e 24% afirmaram ter sofrido fraude ou clonagem de cartão bancário. Além disso, mais de um terço dos entrevistados relataram ter perdido dinheiro em golpes on-line, sem conseguir recuperar o valor.
Vulnerabilidade digital
Nos últimos 12 meses, um quarto da população paulista foi vítima de golpe ou tentativa de golpe via Pix, de acordo com a pesquisa. O crescimento dessa forma de pagamento, cada vez mais comum no País, é acompanhado por tentativas de golpes digitais.
No geral, a população paulista se mostra insegura em relação ao ambiente virtual. O estudo mostra que 95% dos paulistas consideram que os golpes virtuais estão em crescimento e dois terços acreditam que é quase impossível se proteger dessas práticas. A Fundação aponta que essa sensação de insegurança é maior entre pessoas com mais de 60 anos, com menor escolaridade e menor renda.
**Por Jornal da USP


