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Morte por asfixia e homicídio triplamente qualificado: Polícia avança em investigação sobre criança torturada

Polícia Civil apresentou detalhes durante entrevista coletiva, cedida nesta sexta-feira (20)

Foto: Éder Martins (TH+ Portal)

Durante coletiva de imprensa cedida nesta sexta-feira (20), a Polícia Civil de Ribeirão Preto apresentou novos detalhes sobre o crime envolvendo a morte de uma criança de três anos.

A morte da criança, registrada na terça-feira (17), aconteceu por asfixia mecânica por estrangulamento. O casal envolvido no ato de tortura responderá por homicídio triplamente qualificado.

“Muda o cenário da investigação. Houve o crime de tortura e, agora, o homicídio triplamente qualificado”, disse o delegado Sebastião Vicente Picinato. “Um crime gravíssimo, que prevê pena de até 30 anos”, continua o competente.

O caso

A falta de vontade em se alimentar, segundo informações do Jornal da 79, seria uma das causas apontadas pela mulher de 32 anos como justificativa para agressões contra uma criança de três anos, morta nesta terça-feira (17), em Ribeirão Preto.

A afirmação aconteceu durante depoimento na Delegacia da Polícia Civil, nesta quarta-feira (18). Ainda em meio ao processo de investigação, a mulher, identificada como Karen Marques, teria afirmado não gostar da criança, confessando agressões frequentes.

Além de Karen, o avô da criança, identificado como José dos Santos, também foi preso preventivamente, após Audiência de Custódia. Ambos são investigados por tortura seguida de morte.

Em contato informal com o jornalismo do TH+ Portal, o avô de 42 anos negou ter agredido a vítima em qualquer ocasião, relatando ainda que não percebia a condição física da vítima – que, segundo ele, era camuflada pela namorada com roupas cumpridas.

O celular de cada parte foi apreendido para perícia, e o caso segue sendo investigado.

Conforme revelado pelo TH+ Portal nesta quarta-feira (18), a vítima de três anos apresentava desnutrição e não recebia atendimento médico desde meados de 2023, conforme impresso no Boletim de Ocorrência (BO).

Ainda de acordo com o BO, todo o corpo da criança apresentava hematomas, além de baixa densidade capilar e sarcopenia.

Os hematomas espalhados pelo corpo da vítima apresentavam coloração variada entre verde, amarelo e roxo – o que, ainda segundo o Boletim, é caracterizado por agressões constantes por diversas datas distintas.

Sob tutela do avô, por conta da mãe biológica ser usuária de entorpecentes e perder a guarda pelo uso ilegal, a criança estava desaparecida há um mês, segundo relato de vizinhos.

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