O Ministério Público de São Paulo (MPSP) instaurou, nesta quinta-feira (28), um inquérito para investigar relatos de importunação sexual por parte de um professor de educação física, em uma escola estadual de Ribeirão Preto.
No documento, a Promotoria da Infância e Juventude de Ribeirão Preto exigiu que, em 15 dias, gestores da unidade e a direção regional de ensino apresentem esclarecimentos sobre o caso, informando a qualificação completa do profissional, a que título ele foi admitido e quais disciplinas ministrava.
Além disso, a instituição quer saber quais providências foram tomadas após a divulgação dos fatos por veículos de imprensa.
De acordo com o MPSP, as matérias jornalísticas foram anexadas ao inquérito e as notícias informaram que “durante aulas de educação física, o professor se insinuou de forma sexual para alunas, simulando toques e tecendo elogios inadequados”.
Em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) repudiou o ocorrido e afirmou que o contrato do docente foi encerrado de forma imediata.
A Unidade Regional de Ensino (URE) Ribeirão Preto se colocou à disposição da comunidade para mais esclarecimento
“Um boletim de ocorrência foi registrado e o caso inserido na plataforma do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva-SP). Um psicólogo do Programa Psicólogos nas Escolas está à disposição dos estudantes”, diz a nota.
O Plano de Melhoria da Convivência Escolar, criado em 2025, um dos aspectos levados em consideração para o início do processo do MPSP, tem como objetivo orientar, planejar, registrar e avaliar ações voltadas à promoção de um ambiente escolar saudável, inclusivo, seguro e solidário.
Já a resolução da Secretaria de Estado da Educação, também citada no inquérito, afirma que para serem contratados, profissionais precisam possuir aptidão física e mental para o exercício da atividade a ser desempenhada.
Relembre o caso:
Na última sexta-feira (22) a mãe de uma aluna de ensino médio teria denunciado um professor de educação física de uma escola estadual de Ribeirão Preto por importunação.
A filha de 16 anos da mulher, assim como outras alunas da mesma idade, teria sido vítima do docente.
Segundo os relatos, durante um exercício com bolas de ginástica o professor teria se aproximado das alunas e feito gestos simulando apalpar as meninas.
Em uma outra aula, o educador físico teria chamado outra estudante de “gatinha” enquanto colocava as mãos em seu órgão genital.
O caso foi registrado como importunação sexual na Delegacia de Defesa da Mulher de Ribeirão Preto.


