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Primeiro mês de 2026 teve apenas 10 casos de dengue, mas crianças lideram os índices

O grupo etário de idade entre 40 a 59 anos não teve qualquer caso confirmado até a publicação do texto

Agente atua no combate do Aedes Aegypti, que transmite a doença quando infectado | Foto: Arquivo

O primeiro mês de 2026 teve 814 casos notificados de dengue e apenas 10 confirmações da doença, conforme divulgado pelo Painel das Arboviroses de Ribeirão Preto.

Do total de casos no período, três atingiram crianças de idade entre 1 e quatro anos – sendo o principal grupo etário afetado pela dengue durante o mês inaugural do ano.

Apenas um caso atingiu a faixa etária de 60 anos ou mais, enquanto seis casos se dividem em três outros grupos – dois por cada faixa etária. São elas: 5 a 9 anos; 10 a 19 anos; 20 a 39 anos.

O grupo etário de idade entre 40 a 59 anos não teve qualquer caso confirmado até a publicação do texto.

As regiões Leste, Oeste, Norte e Centro registram dois diagnósticos cada. Na zona Sul, apenas um exame testou positivo até a atualização mais recente dos dados, realizada em 28 de janeiro.

No mesmo período de 2025, foram 3.289 casos confirmados e 5.070 notificações suspeitas, com quatro óbitos.

Clique aqui e confira os dados na íntegra. 

UPAs preparadas 

A Secretaria da Saúde reforçou em 2026 o plano de enfrentamento à dengue com a ampliação do fluxo exclusivo de atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). O modelo em “Y”, implantado em 2025 para organizar o cuidado de pacientes com suspeita ou confirmação da doença, passa agora por expansão estrutural em diferentes regiões da cidade.

A principal novidade é a instalação de tendas exclusivas para atendimento de dengue nas UPAs Leste e Norte, além da implantação de um contêiner na UPA Oeste e da readequação do espaço interno da UPA Sul, assegurando a separação entre pacientes com sintomas da doença e os demais atendimentos de urgência.

Com a nova estrutura, os pacientes passam por triagem específica e são encaminhados diretamente para salas exclusivas de classificação de risco, permitindo a organização dos casos em quatro grupos conforme a gravidade clínica e garantindo atendimento mais ágil, seguro e resolutivo.

Foto: Fernando Gonzaga

Casos leves recebem orientações e acompanhamento ambulatorial; quadros moderados passam por exames e hidratação; pacientes com sinais de alerta permanecem em observação; e casos graves são encaminhados imediatamente à emergência, com estabilização clínica e regulação para leitos de maior complexidade. O protocolo é padronizado em toda a rede municipal, com fluxos específicos para atendimento adulto e pediátrico.

A estratégia contribui para reduzir o tempo de espera, aumentar a segurança assistencial e fortalecer a integração entre UPAs, Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e a regulação de leitos hospitalares. De 1º de janeiro até o momento, foram confirmados 10 casos de dengue no município. No mesmo período de janeiro de 2025, Ribeirão Preto registrou 3.695 casos e quatro óbitos pela doença.

Dentro do protocolo assistencial, o teste rápido é realizado em pacientes classificados nos grupos C e D. O Grupo C é composto por casos com sinais de alerta, que recebem hidratação venosa intensiva e permanecem em observação contínua, enquanto o Grupo D reúne os casos graves, encaminhados diretamente à sala vermelha, com monitorização contínua e, quando necessário, transferência para unidades de maior complexidade. A coleta de PCR ocorre em casos de óbito e em amostragens específicas, em parceria com o Hemocentro, para identificação do sorotipo circulante.

Os resultados refletem as ações permanentes de prevenção e controle desenvolvidas pela Vigilância em Saúde ao longo de 2025 e mantidas em 2026, como bloqueio de criadouros, nebulização, visitas domiciliares, fiscalização de pontos estratégicos, arrastões aos fins de semana e implantação de armadilhas para monitoramento do mosquito Aedes aegypti.

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