RÁDIO AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO
Botão TV AO VIVO TV AO VIVO Ícone TV
RÁDIO AO VIVO Ícone Rádio

Quatro anos depois, assassinato de Milena Massafera segue sem solução

Crime aconteceu na madrugada de 10 de abril de 2021, em apartamento localizado na Vila Tibério

Acompanhada pelo assassino, Milena acessa o seu apartamento na Vila Tibério minutos antes do homicídio | Foto: Reproução

Quatro anos se passaram desde o encontro do corpo de Milena Massafera pela mãe e uma amiga próxima. Assassinada por 28 golpes de faca na madrugada de 10 de abril de 2021, no apartamento próprio localizado na Vila Tibério, o crime segue sem solução até hoje.

O sumiço da vítima foi desvendado pela condição do imóvel da zona Oeste. No local, a esperança pelo encontro foi cessada instantaneamente ao flagrante dos tufos de cabelo, sangue por todo lado e o cadáver perfurado.

Milena morreu aos 34 anos. Na madrugada do assassinato, uma câmera de vigilância instalada na rua Coronel Luiz da Cunha flagrou o suspeito acessando o condomínio para um programa sexual agendado.

O circuito de segurança também registrou o momento em que o suspeito deixa o local. Com passos rápidos, o homem utilizava uma vestimenta diferente da qual deu entrada no apartamento. De acordo com a polícia, o assassino teria se banhado antes de deixar o cenário do homicídio.

Entre os registros do circuito de segurança, a consumação do homicídio. A Perícia identificou que o assassino atingiu a vítima com facadas no pescoço, tórax, pernas e costas. Até hoje, o homem não foi identificado.

Ainda no imóvel, para estudo mais aprofundado da Perícia, foram coletadas amostras de sangue e uma toalha de rosto que estava no banheiro. O celular da vítima não foi localizado pelos peritos durante o trabalho.

Após o término da Perícia, o corpo foi transferido para o Centro de Medicina Legal (CEMEL), e o caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ). Milena foi sepultada no cemitério Bom Pastor.

A respeito do serviço sexual, utilizado pelo assassino como justificativa para encontrar a vítima e cometer a violência, Milena atuava na área não por interesse pessoal, mas para poder ajudar financeiramente a família.

“Quando ela começou nessa vida de garota de programa, ela não fez isso pra ela, ela fez isso pra poder ajudar a família dela. E ela ajudava, ela mandava o dinheiro pra mãe, ela ajudava a mãe a pagar conta”, afirmou a amiga Ramona Anitta, que é apresentadora da Parada Gay e amiga de Milena há mais de 18 anos.

Estima-se que, em 2021, 90% da população trans no Brasil tinha a prostituição como fonte de renda e possibilidade única de subsistência.

De acordo com a Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais do Brasil), o alto índice é causado por diversos fatores, como a dificuldade de inserção no mercado formal de trabalho e a deficiência na qualificação profissional causada pela exclusão social, familiar e escolar.

“Falar de Milena é… só você olhar pro mundo hoje que você vai ver. Esse céu lindo que tá lá fora, ela é Milena”, continou Ramona, em relato ao jornalismo do TH+, em 2024.

Milena Massafera foi morta aos 34 anos | Foto: Arquivo pessoal

Brasil é o país que mais mata trans no mundo

Em 2024, 105 pessoas trans foram mortas no Brasil. Apesar de o país ter registrado 14 casos a menos que em 2023, o país segue, pelo 17º ano consecutivo, como o que mais mata pessoas trans no mundo.

Os dados são do Dossiê: Registro Nacional de Mortes de Pessoas Trans no Brasil em 2024: da Expectativa de Morte a um Olhar para a Presença Viva de Estudantes Trans na Educação Básica Brasileira, da Rede Trans Brasil.

Em números absolutos, São Paulo foi o estado com maior registro de assassinatos: 17. Minas Gerais, com 10 casos, e o Ceará, com 9, aparecem em seguida.

A maioria das mortes registradas no Brasil é de mulheres trans ou travestis, que correspondem a 93,3% das vítimas. As demais vítimas, 6,7% são homens trans. A maior parte tinha idade entre 26 e 35 anos (36,8%), era parda (36,5%) ou preta (26%) e era trabalhadora sexual.

As mortes foram, a maioria, por arma de fogo e facada. Os homicídios ocorreram, a maior parte, em vias públicas, seguido pela residência da própria vítima.

**Com informações de Agência Brasil

COMPARTILHAR:

Mais do Colunista

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.