Pesquisadores da USP e da Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, dos Estados Unidos, desenvolveram um estudo que analisou como o ambiente familiar e contextual afeta o comportamento de brasileiros considerados “muito jovens”, residentes em áreas urbanas empobrecidas de São Paulo. A pesquisa do Brasil integra o Global Early Adolescent Study (Geas), primeiro estudo multicêntrico a investigar o aprendizado de normas e comportamentos de gênero entre adolescentes de 10 a 14 anos e suas implicações para a saúde física e mental dessa população.
A faixa etária de 10 a 14 anos de idade vivencia uma das fases mais críticas do desenvolvimento humano, embora seja uma das menos compreendidas e investigadas. O estudo destaca a vergonha e a timidez, sobretudo de meninas, em procurar informações e métodos de proteção para evitar gravidez e doenças sexualmente transmissíveis. Apesar da idade média dos participantes ser de apenas 12,2 anos, 24% relataram ter trabalhado no ano anterior.