Estão abertas as inscrições para escolas públicas de educação básica receberem oficinas dos projetos Mancala: jogo de tabuleiro africano da lógica, do sagrado, da vida e Educação para as relações étnico-raciais no espaço escolar, coordenadas pelo professor Cleiton Donizete Corrêa Tereza, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP.
As propostas querem fortalecer o diálogo entre universidade e educação básica, contribuindo para a reflexão sobre educação antirracista e para o desenvolvimento de práticas pedagógicas interdisciplinares. Por isso, o projeto também conta com a participação de estudantes de licenciatura em Pedagogia da USP, que participarão das oficinas com a intenção de entender melhor a realidade escolar. Os alunos podem se inscrever entre os dias 25 e 30 de março pelo site JupiterWeb.
As instituições interessadas em participar do projeto podem se inscrever nestes links: Mancala: jogo de tabuleiro africano da lógica, do sagrado, da vida e Educação para as relações étnico-raciais no espaço escolar. Após acessá-los, é necessário selecionar a opção “solicitar atividade” e preencher os dados. Para mais informações ou dúvidas, entrar em contato com o professor Cleiton Corrêa Tereza pelo e-mail [email protected].
Mancala
A atividade do primeiro semestre, Mancala: jogo de tabuleiro africano da lógica, do sagrado, da vida, apresenta aos educadores um tradicional jogo de origem africana como ferramenta pedagógica. A oficina combina momentos teóricos, sobre história e cultura africana, com uma etapa prática, em que os participantes aprendem a jogar Mancala e discutem possibilidades de aplicação em sala de aula.
Segundo o professor, o objetivo da atividade é promover o diálogo sobre aspectos históricos, econômicos e culturais de povos africanos e afro-brasileiros diante das opressões, evidenciando a diversidade cultural. Além disso, a proposta explora a interdisciplinaridade ao conectar o raciocínio matemático e os cálculos estratégicos do jogo aos conhecimentos histórico-culturais.
“É um jogo intimamente conectado às relações de trabalho e, portanto, culturais do continente africano. Nele, os jogadores depositam sementes em cavas, ou ninhos, que depois são colhidas e levadas ao celeiro. A ideia de semear, distribuir e compartilhar dialoga com a cultura africana tradicional, mesmo em sua diversidade. Trata-se de um jogo de estratégia que representa a relação entre os seres humanos e a natureza”, explica Cleiton.
Educação para as relações étnico-raciais
A segunda atividade, prevista para o segundo semestre, promoverá discussões sobre o racismo estrutural e suas manifestações no ambiente escolar. A ação inclui uma exposição dialogada sobre a desigualdade racial no Brasil e seus impactos na juventude negra, seguida da análise de situações de racismo em escolas e da elaboração coletiva de estratégias pedagógicas de intervenção.
“A oficina sobre educação das relações étnico-raciais tem como objetivo estimular reflexões constantes. Desse modo, as escolas podem desenvolver métodos e práticas sociopedagógicas antirracistas, aplicáveis ao cotidiano de suas comunidades”, afirma o professor.
**Por Jornal da USP



