Vendas do Comércio de Ribeirão Preto tiveram crescimento médio de 4,3% no acumulado de 2025

Apesar de positivo, resultado confirma desaceleração do Varejo que, na pesquisa anterior (que comparou 2024 com 2023), registrou alta média de 6,54%

Imagem Ilustrativa

As vendas do Comércio Varejista de Ribeirão Preto tiveram crescimento médio de 4,3%, no acumulado de 2025, na comparação com o mesmo período do ano passado. Mesmo positivas, ficaram abaixo da alta média de 6,54% registrada em 2024 frente ao ano anterior. É o que aponta levantamento de SINCOVARP (Sindicato do Comércio Varejista) e CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), por meio do CPV (Centro de Pesquisas do Varejo).

“Essa variação positiva de 2025 precisa ser comemorada uma vez que o último trimestre do ano passado foi negativo para as vendas (0,7%/outubro, 0,9%/novembro e 1,2%/dezembro). A pesquisa comprova a desaceleração que o Varejo tem sofrido. E olha que Ribeirão Preto ainda tem a vantagem de ser uma cidade polo de consumo regional”, analisa o economista Diego Galli Alberto, pesquisador e coordenador do CPV SINCOVARP/CDL RP.

“Em nível nacional, o Índice do Varejo Ampliado (IBGE/Pesquisa Mensal do Comércio) apontou alta de apenas 1,6% no desempenho do setor. No Índice do Varejo Restrito, o crescimento foi de apenas 0,1%, apontando para uma estagnação. O Índice de Varejo Stone apontou queda de 0,5% no período”, completa.

Empregabilidade acumulada

Em 2025, a variação entre vagas abertas e fechadas no Comércio Varejista ribeirão-pretano apontou crescimento médio de 8,8% na comparação com 2024 que, por sua vez, tinha registrado leve queda média de 0,44% em relação a 2023. “Aqui apuramos uma recuperação muito significativa que possui relação direta com a série de mutirões de empregabilidade do projeto Emprega Mais Ribeirão. A iniciativa, que tem SINCOVARP e CDL RP no grupo realizador, ajudou empreendedores lojistas a enfrentar as grandes dificuldades para contratar”, afirma Galli.

Índice de Confiança 2025

Considerando uma escala de 1 a 5 pontos, em que 1 significa “muito pessimista” e 5 “muito otimista”, o Índice de Confiança SINCOVARP/CDL RP de curto prazo (considerando os três meses seguintes) registrou média de 2,7 pontos no acumulado de 2025 (ante a média de 3,2 pontos no acumulado de 2024). Classificado como regular.

Já o índice de longo prazo (considerando os 12 meses seguintes), registrou média de 2,8 pontos no mesmo período (ante a média de 3,2 pontos no acumulado de 2024), também classificado como regular.

Janeiro de 2026

O desempenho das vendas de janeiro de 2026, consolida a tendência de desaceleração do Comércio Varejista. Segundo o CPV SINCOVARP/CDL RP, a variação média foi de 2,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado que já tinha registrado um recuo de 2% em relação a janeiro de 2024.

“A limitação financeira do consumidor é um dos fatores preponderantes para essa retração no primeiro mês de 2026. A população continua a sofrer com o crédito mais caro e restritivo (a Taxa Selic permanece em 15% a.a.) e com baixa renda que reduz a procura por bens não essenciais. Com isso, as empresas varejistas têm tido diminuição nas receitas e seguem acumulando resultados negativos. Trata-se do pior momento para o Comércio desde janeiro de 2021, época da pandemia”, observa o economista. “Outros fatores relevantes são os altos índices de endividamento das famílias e de inadimplência, além da inflação. A CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e o SPC Brasil apontam que o país atingiu a estimativa de 73,3 milhões de consumidores negativados em janeiro, o pior número da série histórica”, diz.

Empregabilidade

Em janeiro, a variação entre vagas de trabalho abertas e fechadas, no Varejo local, registrou baixa de 1,3%, na comparação com o mês anterior. Historicamente é um período com mais demissões devido à dispensa dos colaboradores temporários de fim de ano.

Índice de Confiança

Considerando uma escala de 1 a 5 pontos, em que 1 significa “muito pessimista” e 5 “muito otimista”, o Índice de Confiança SINCOVARP/CDL RP de curto prazo (olhando para os três meses seguintes), fechou janeiro com média de 2,3 pontos (ante 2,1 pontos na pesquisa anterior). Avaliação de pessimista à regular.

Já considerando o índice de longo prazo (olhando para os próximos 12 meses), a média de janeiro ficou em 2,6 pontos (ante 2,9 pontos na pesquisa anterior). Avaliação de pessimista à regular.

“O conjunto das pesquisas mostra que 2026 será um ano muito desafiador para o Comércio Varejista, que, mais do que nunca, terá de elaborar estratégias que facilitem a aproximação com potenciais clientes. Vale lembrar que ainda teremos excesso de feriados em Ribeirão Preto, Copa do Mundo e Eleições, sem falar nas consequências econômicas da guerra no Oriente Médio e da Reforma Tributária. O empreendedor lojista terá de ser forte e resiliente, e poderá contar com a representatividade de SINCOVARP e CDL RP para superar as dificuldades que vêm pela frente”, finaliza Diego Galli Alberto.

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