A Secretaria Municipal de Saúde de São José do Rio Preto (SP) informa a identificação do primeiro caso de Febre do Nilo Ocidental no município. Trata-se de uma jovem de 18 anos, com comorbidades e residente na cidade. Os primeiros sintomas tiveram início em 29 de julho, incluindo febre, vômitos, mal-estar, cefaleia, dor muscular e atrás dos olhos.
A paciente foi internada no dia 8 de agosto, após apresentar agravamento do quadro, com manifestações neurológicas. Ela permanece hospitalizada e apresenta evolução clínica com melhora do quadro, segundo a Secretaria de Saúde.
O local provável de infecção ainda está sob investigação. A paciente não possui histórico recente de viagens para áreas com registro da doença. Até o momento, não há outros casos suspeitos de Febre do Nilo Ocidental identificados no município.
Febre do Nilo Ocidental
A Febre do Nilo Ocidental é uma doença viral causada pelo vírus do Nilo Ocidental (VNO). A transmissão ocorre principalmente pela picada de mosquitos Culex infectados, que adquirem o vírus ao picar geralmente aves silvestres.
Os sintomas podem ser semelhantes aos de outras arboviroses, como a dengue, e o período de incubação geralmente varia de 2 a 14 dias. A maioria das pessoas infectadas não apresenta sintomas.
Quando presentes, as manifestações costumam ser leves, como febre, dor de cabeça, dores musculares, náuseas e vômitos. Em uma parcela menor dos casos, a infecção pode evoluir para manifestações neurológicas mais graves.
O ser humano não participa da cadeia de transmissão do vírus. Pessoas infectadas são consideradas hospedeiras acidentais e terminais e, portanto, não transmitem o vírus aos mosquitos.
Sem tratamento específico
Não existe, até o momento, tratamento antiviral específico ou vacina disponível para a Febre do Nilo Ocidental em humanos. O tratamento é de suporte, de acordo com os sintomas e a gravidade de cada caso.
Ações de vigilância
Após a identificação do caso, a Vigilância em Saúde iniciou uma série de ações para investigar a possível circulação do vírus e identificar áreas de risco no município.
Em parceria com a Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp), já foram realizadas coletas de mosquitos em diferentes regiões da cidade para análise laboratorial. Até o momento, as amostras analisadas apresentaram resultado negativo para a presença do vírus do Nilo Ocidental (VNO).
As ações incluem ainda a captura e análise de mosquitos, a investigação de possíveis criadouros e o monitoramento das condições ambientais que possam favorecer a proliferação do Culex.
Investigação de casos
A Secretaria Municipal de Saúde também irá ampliar a investigação de casos com sintomas leves semelhantes aos da dengue, em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde e o laboratório de virologia da Famerp. A medida tem como objetivo ampliar o monitoramento e contribuir para a identificação de eventual circulação do vírus no município.
Prevenção
O mosquito Culex pode se reproduzir em ambientes com água e matéria orgânica. Por isso, a população deve manter os ambientes limpos, evitar o acúmulo de lixo e materiais inservíveis e eliminar recipientes que possam acumular água.
Como medida de proteção individual, a Secretaria recomenda o uso de repelente registrado pela Anvisa, uso de telas em janelas, e uso de calças e blusas de manga longa caso frequente locais com grande infestação de mosquitos.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que as equipes de Vigilância permanecem mobilizadas e que as investigações continuarão sendo realizadas para identificar eventuais áreas de circulação do vírus e adotar as medidas necessárias de prevenção e controle.
A Secretaria orienta a população a manter os cuidados para evitar a proliferação de mosquitos e reforça que novas informações serão divulgadas à medida que as investigações avançarem.
Casos
Segundo o Ministério da Saúde, foram registrados quatro casos da doença no Brasil em 2026, sendo dois em São Paulo (Rio Preto e Ribeirão Preto) e dois em Santa Catarina.

