Criminosos que vendiam dados bancários e cartões clonados são condenados em Rio Preto

Grupo atuava em todo o País, comercializando dados bancários e informações pessoais obtidas ilegalmente; três estão presos e um segue foragido

Foto: Rede social

A 2ª Vara Criminal de São José do Rio Preto (SP) condenou quatro homens que formavam uma organização criminosa dedicada ao roubo de dados bancários e informações pessoais. O grupo utilizava ferramentas avançadas de invasão digital para acessar sistemas privados e dispositivos eletrônicos, obtendo informações que eram comercializadas na internet.

A sentença foi proferida na terça-feira (5). As penas variam de 12 a 24 anos de prisão em regime inicial fechado, sem direito de recorrer em liberdade. Um dos condenados respondeu também por posse e comércio ilegal de arma de fogo. A denúncia foi oferecida pelo promotor Gustavo Miyazaki.

Conforme as investigações, a organização criminosa operava em todo o País com uma estrutura sofisticada. O grupo se utilizava de sites clandestinos e grupos em aplicativos de mensagens para negociar seus produtos ilícitos: cartões clonados, contas bancárias falsas, logins e dados pessoais roubados.

Alguns integrantes eram responsáveis pela programação das plataformas, outros pela coleta de dados, enquanto um terceiro grupo cuidava do controle financeiro das operações. O Telegram era a principal ferramenta utilizada para comunicação e negociação dos dados obtidos ilegalmente.

Investigação e provas

Segundo a decisão judicial, a Polícia Civil conduziu uma operação complexa que envolveu infiltração de policiais em ambientes virtuais e análise minuciosa de dispositivos eletrônicos apreendidos.

Durante o cumprimento de mandados de busca, as autoridades recuperaram computadores, celulares, centenas de chips telefônicos, máquinas de cartão, anotações, armas e munições.

A sentença reconheceu a validade de todas as provas digitais reunidas pela investigação e destacou a atuação coordenada e profissional dos integrantes do grupo criminoso.

Três dos quatro condenados encontram-se presos. Um deles, porém, segue foragido e é alvo de buscas das autoridades.

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