Uma jovem gestante de 19 anos, identificada como Vitória Gabrieli Amaral Lima, foi encontrada morta no banheiro de sua casa na manhã desta quinta-feira (12), no bairro Ana Célia, em São José do Rio Preto (SP). O bebê, uma menina que se chamaria Luna Gabrieli, também não sobreviveu. A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias da morte, registrada como suspeita.
Vitória, que estava na 37ª semana de gestação (equivalente a nove meses), foi encontrada já sem vida por seu companheiro. Segundo o relato do rapaz, a jovem vinha sentindo fortes dores e procurou atendimento médico na Santa Casa de Rio Preto por três dias consecutivos — segunda, terça e quarta-feira — queixando-se de dores intensas na lombar, na parte inferior da barriga e contrações.
Ainda de acordo com o companheiro da vítima, mesmo com as queixas, Vitória teria sido avaliada e liberada pelos médicos em todas as ocasiões, com a orientação de que os sintomas poderiam ser considerados normais para o período final da gestação.
O corpo da jovem foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização de exame necroscópico, que será fundamental para determinar a causa da morte. O caso foi classificado como “morte suspeita”.
Posicionamento da Santa Casa
Em nota oficial, a Santa Casa de São José do Rio Preto confirmou que a paciente deu entrada no serviço de emergência obstétrica da instituição na quarta-feira (11), às 13h15. Segundo o hospital, ela foi “prontamente atendida pela equipe médica de plantão”.
A instituição informou que, durante o atendimento, foram realizados avaliação clínica, exame obstétrico e monitorização materno-fetal. “Os exames indicaram batimentos cardíacos fetais presentes e sinais vitais maternos dentro da normalidade. O exame obstétrico evidenciou colo uterino fechado, sem sinais clínicos de trabalho de parto naquele momento”, detalha o comunicado.
Outro lado
A Santa Casa de São José do Rio Preto enviou a seguinte nota sobre o caso:
“A Santa Casa de São José do Rio Preto informa que a paciente mencionada deu entrada no serviço de emergência obstétrica da instituição ontem, às 13h15, sendo prontamente atendida pela equipe médica de plantão. A gestante, em primeira gravidez, com 37 semanas e dois dias.
Durante o atendimento foram realizados avaliação clínica, exame obstétrico e monitorização materno-fetal. Os exames indicaram batimentos cardíacos fetais presentes e sinais vitais maternos dentro da normalidade. O exame obstétrico evidenciou colo uterino fechado, sem sinais clínicos de trabalho de parto naquele momento. A paciente foi medicada para controle da dor e permaneceu em observação.
Após reavaliação médica e diante da estabilidade do quadro clínico, a paciente recebeu orientações e foi liberada, com recomendação de retorno imediato ao serviço de emergência em caso de intensificação da dor, perdas vaginais, diminuição dos movimentos fetais ou qualquer outra intercorrência. A instituição reforça que o atendimento foi realizado conforme os protocolos assistenciais adotados e que, por respeito à privacidade da paciente, não divulgará outras informações sobre o caso.”


