A Polícia Civil de São José do Rio Preto (SP) registrou dois boletins de ocorrência, na segunda-feira (6), sobre golpes praticados por estelionatários que se passavam por advogados. Os casos envolvem vítimas que foram ludibriadas através de mensagens via WhatsApp e transferências bancárias fraudulentas, com prejuízo de aproximadamente R$ 36,5 mil às vítimas.
Os crimes foram registrados como estelionato (art. 171 do Código Penal) e configuram fraude eletrônica, utilizando informações fornecidas pela vítima ou por terceiros induzidos a erro por meio de redes sociais, contatos telefônicos ou envio de correio eletrônico fraudulento.
Um policial penal de 51 anos foi vítima de golpe após receber mensagens via WhatsApp de números que se passavam por advogados. Os estelionatários afirmavam ser interlocutores de um escritório de advocacia e forneceram acesso a dados pessoais da vítima bem como informações referentes a processos judiciais em que era parte, dando ares de credibilidade à conversa para conquistar a confiança da vítima.
A vítima foi induzida a clicar em diversos links enviados pelos estelionatários, permitindo acesso remoto do aparelho através de um aplicativo-espião instalado ao clicar nos links.
O policial penal realizou duas operações financeiras a partir de seu telefone pessoal nos aplicativos da Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. Uma transferência TED foi feita em nome de Matheus Oliveira de Carvalho, no valor de R$ 6.999,00, e pagou um boleto no valor de R$ 9.999,99 para a pessoa de Marcelo Rafael JuniorBanco INTER. O prejuízo financeiro foi de aproximadamente R$ 17 mil.
A vítima relatou ainda que o número (11)93269-9342 foi também utilizado por uma pessoa que dizia ser Diego Bitencourt, funcionário do setor financeiro do Tribunal de Justiça, que precisava fazer testes para ver se as contas bancárias estavam aptas a receber os supostos valores a serem pagos em razão do processo judicial. A vítima foi orientada a informar os bancos em que possuem conta para relatar o ocorrido.
Segundo Caso: Mara Lucia Tesone
Uma aposentada de 68 anos também foi vítima de golpe semelhante. A vítima recebeu mensagens via WhatsApp oriundas do número (46)99141-9017, que se identificava como funcionário do Tribunal de Justiça e afirmava estar com a prima da vítima, que é sua advogada.
A idosa relata que foi induzida e acabou clicando em diversos links que lhe foram enviados via WhatsApp e, acreditando que receberia os valores referentes ao seu processo judicial, fez várias transferências via PIX, nos valores de R$ 10 mil, R$ 4.500, R$ 3 mil e R$ 2 mil, totalizando um prejuízo de R$ 19,5 mil.
A vítima registrou o presente BO e foi orientada a informar sua instituição bancária para relatar o ocorrido.
Desconfie
A Polícia Civil recomenda que a população desconfie de mensagens que solicitam cliques em links, especialmente aquelas que se identificam como funcionários de órgãos públicos ou advogados, e que nunca compartilhem dados pessoais ou bancários com pessoas desconhecidas.
As investigações prosseguem na Delegacia de Polícia de Rio Preto com o objetivo de identificar os autores dos golpes e recuperar os valores desviados das vítimas. A polícia solicita que outras possíveis vítimas procurem a delegacia para registrar ocorrências.


