Polícia deflagra operação contra fraudes financeiras de R$ 129 milhões

Ação cumpre 21 mandados de prisão e 52 de busca para desarticular esquema de obtenção ilícita de crédito e ocultação de bens em Catanduva

Polícia cumpre mandados de prisão e busca nesta segunda-feira | Foto: Divulgação

A Polícia Civil do Estado de São Paulo deflagrou na manhã desta segunda-feira (30) a Operação “Axis”, contra um esquema de fraudes financeiras que movimentou R$ 129 milhões de forma ilícita na região de Catanduva (SP). A ação, conduzida pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Catanduva, vinculada ao DEINTER 5 de São José do Rio Preto, cumpre 21 mandados de prisão temporária e 52 de busca e apreensão na região de Catanduva.

A investigação teve como foco a apuração de um esquema estruturado voltado à prática de fraudes financeiras. Os indícios apontam para a atuação coordenada de uma organização criminosa especializada na obtenção ilícita de crédito e na ocultação de bens. Os investigados são suspeitos de fraudes no financiamento de veículos, gerando expressivos prejuízos a instituições financeiras e ao sistema econômico.

As diligências policiais permitiram identificar a existência de uma estrutura organizada, composta por diferentes núcleos com divisão de funções. Este grupo era responsável por articular, gerenciar e dar continuidade às atividades ilícitas, utilizando-se de mecanismos destinados a dificultar a recuperação de ativos e o cumprimento de determinações judiciais.

Dimensão da Operação

As investigações identificaram 278 veículos vinculados ao esquema, avaliados em mais de R$ 22 milhões. O grupo utilizava 139 contas bancárias para movimentar os recursos ilícitos, com mais de R$ 129 milhões de movimentação financeira no período investigado.

Como medida de proteção ao patrimônio, foi determinado o bloqueio de todas as contas bancárias dos investigados, além de ativos financeiros, bens móveis e imóveis.

Medidas Judiciais

Diante dos elementos colhidos e da necessidade de interromper a continuidade dos crimes, a Polícia Civil solicitou ao Poder Judiciário a adoção de medidas cautelares de natureza pessoal e patrimonial.

O objetivo principal é a desarticulação do grupo investigado, a preservação de bens e a garantia da efetividade da persecução penal, atuando nos estritos limites da legalidade.

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