O custo da Cesta Básica Familiar no Vale do Paraíba iniciou o ano de 2026 com uma variação negativa. Segundo pesquisa do Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais (Nupes), divulgada nesta terça-feira (3), o preço médio dos produtos recuou 0,14% em janeiro.
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A que custava R$ 2.843,64 em dezembro passou a custar R$ 2.839,55 no primeiro mês do ano — uma economia de R$ 4,09 para o bolso do consumidor.
De acordo com o Nupes, a deflação é resultado de uma combinação entre a boa oferta de produtos agropecuários e a forte concorrência entre redes de supermercados nas maiores cidades da região.
O levantamento destaca que, nos últimos 12 meses, a variação da cesta básica foi de -0,08%, índice significativamente inferior à prévia da inflação nacional (IPCA-15), que acumulou alta de 4,50% no mesmo período.
A queda nos preços, somada ao reajuste de 6,80% no salário mínimo em janeiro, trouxe um alívio direto no orçamento. O comprometimento da renda média para a compra dos itens básicos caiu de 37,47% em dezembro para 35,03% em janeiro, sobrando mais recursos para gastos com saúde, educação e transporte.
Veja a situação da cesta básica por cidade:
- São José dos Campos: registrou a maior queda mensal da região (-0,38%), com o valor da cesta chegando a R$ 2.809,22.
- Taubaté: segue com a cesta básica mais barata do Vale (R$ 2.778,03), apesar de uma redução moderada de 0,25%.
- Caçapava: apresentou recuo de 0,23%, custando em média R$ 2.802,32.
- Campos do Jordão: foi a única cidade com aumento (0,26%) e mantém o título de cesta mais cara (R$ 2.968,63). A diferença para Taubaté chega a R$ 190,60.
O grupo de alimentação teve queda média de 0,24%, enquanto itens de higiene pessoal e limpeza doméstica subiram 0,29% e 1,18%, respectivamente.
Ainda segundo o Nupes, o clima foi o principal vilão para as hortaliças: as chuvas intensas de janeiro prejudicaram a qualidade e a colheita de itens como tomate e alface. Por outro lado, a redução no custo da ração animal (milho e soja) favoreceu a queda nos preços de proteínas como ovos e frango.
Veja os produtos que tiveram alta:
- Tomate (+14,78%): excesso de chuva e calor nas regiões produtoras reduziram a oferta.
- Alface (+10,25%): alta sensibilidade às variações climáticas de janeiro.
- Batata Inglesa (+9,98%): período de entressafra elevou custos de logística e estoque.
- Goiabada (+8,21%): encarecimento da fruta e custos industriais (açúcar e energia).
Veja os produtos que tiveram queda:
- Ovos Brancos (-7,13%): aumento na produção avícola e redução no preço da ração.
- Mamão Formosa (-6,61%): período favorável de colheita e alta disponibilidade.
- Farinha de Mandioca (-6,24%): normalização da produção de matéria-prima.
- Frango (-5,23%): oferta elevada no mercado interno e custos de produção controlados.
- Leite (-3,16%): maior captação no campo impulsionada pela produtividade.
- Arroz (-2,79%): bom desempenho da safra e estoques confortáveis.
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