O custo da Cesta Básica Familiar no Vale do Paraíba caiu pelo sexto mês consecutivo, segundo levantamento do NUPES (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais) da Universidade de Taubaté. Em setembro, o valor médio da cesta ficou em R$ 2.840,23, uma redução de 0,55% em relação ao mês anterior. Mesmo com essa sequência de quedas, o acumulado do ano ainda apresenta leve alta de 0,54%, e nos últimos 12 meses, o aumento chega a 4,7%.
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A pesquisa mensal avalia o preço de 54 itens de alimentação, higiene pessoal e limpeza doméstica em 16 supermercados das cidades de São José dos Campos, Taubaté, Caçapava e Campos do Jordão. O cálculo é feito com base nas necessidades de uma família de cinco pessoas, com renda estimada em cinco salários mínimos, equivalente a R$ 7.590 em janeiro de 2025.
Entre os quatro municípios analisados, São José dos Campos registrou a maior queda no preço da cesta, com redução de 0,78%, fechando setembro com o menor custo da região: R$ 2.799,91. Já Campos do Jordão permanece com a cesta mais cara, R$ 2.917,11. A diferença entre a cidade mais barata e a mais cara foi de R$ 117,20, o equivalente a 4,02%.
A queda nos preços é atribuída à boa oferta de produtos agropecuários e à sazonalidade, especialmente no setor de hortifrúti. Produtos como tomate, batata inglesa, cebola e alho puxaram o índice para baixo. No caso do tomate, por exemplo, o preço caiu 16,12% no mês. Já o alho teve queda de 13,97%.
Apesar da tendência de redução nos últimos meses, o custo total da cesta básica ainda está acima do registrado no mesmo período do ano passado. Em setembro de 2024, o valor médio era de R$ 2.712,70. Isso representa uma alta de R$ 127,53 em 12 meses. A inflação acumulada no período, medida pelo IPCA-15, foi de 4,42%, ou seja, a alta da cesta básica superou a inflação nacional.
Produtos como cenoura, carne bovina (alcatra) e banana nanica estiveram entre os que mais subiram de preço no mês. A cenoura, por exemplo, teve aumento de 6,29% por conta de perdas na produção em estados como o Rio Grande do Sul. A carne alcatra subiu 4,45% com a menor oferta de animais para abate e demanda internacional aquecida.
Ao analisar os grupos de produtos, o setor de alimentação representa 90,29% do custo total da cesta, seguido por higiene pessoal (4,89%) e limpeza doméstica (4,82%). A maior variação negativa foi registrada nos produtos de higiene pessoal, com queda de 1,12%.
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