Dia da Mata Atlântica: Vale do Paraíba e Litoral Norte concentram importantes áreas preservadas do bioma

Ilhabela lidera ranking nacional de conservação, enquanto cidades do Vale vivem avanço da regeneração florestal nas últimas décadas.

Serra do Mar

Celebrado nesta quarta-feira (27), o Dia Nacional da Mata Atlântica chama atenção para a preservação de um dos biomas mais ricos em biodiversidade do planeta, e também um dos mais ameaçados. A data foi instituída em 1999 em homenagem à assinatura da “Carta de São Vicente”, escrita pelo Padre José de Anchieta em 1560, considerada o primeiro documento a descrever as florestas tropicais brasileiras.

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Mesmo reduzida ao longo dos séculos por conta do crescimento urbano, expansão agrícola e desmatamento, a Mata Atlântica ainda abriga milhares de espécies de animais e plantas, além de desempenhar papel fundamental na produção de água, regulação climática e equilíbrio ambiental.

No estado de São Paulo, o Vale do Paraíba e o Litoral Norte são considerados estratégicos para a preservação do bioma. Enquanto o litoral concentra cerca de 85% da Mata Atlântica preservada no estado, o Vale do Paraíba vive um processo histórico de regeneração natural, com aumento significativo da cobertura vegetal nas últimas décadas.

A principal área de conservação da região é o Parque Estadual Serra do Mar, considerado um dos maiores corredores contínuos de Mata Atlântica do Brasil. O parque atravessa diversas cidades paulistas e protege nascentes, encostas e áreas de grande biodiversidade.

Entre os municípios brasileiros com maior preservação ambiental, Ilhabela ocupa o primeiro lugar no ranking nacional da Fundação SOS Mata Atlântica, com 94,6% do território coberto por vegetação nativa preservada.

Na sequência aparecem Ubatuba, que possui cerca de 89% da Mata Atlântica conservada e mais de 60 mil hectares contínuos de floresta protegida, e São Sebastião, que mantém aproximadamente 80% de seu território preservado e figura entre os municípios mais verdes do país.

No Vale do Paraíba, cidades localizadas nas áreas serranas concentram importantes remanescentes florestais. Municípios como Cunha, São Luiz do Paraitinga e Bananal vêm registrando forte regeneração ecológica, impulsionada pelo abandono de antigas áreas de pastagem e pela recuperação natural da vegetação.

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