O custo da cesta básica familiar registrou alta de 1,11% em abril de 2026 no Vale do Paraíba, segundo levantamento do Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais (Nupes) da Universidade de Taubaté (Unitau). Esse é o maior aumento mensal desde março de 2025.
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Em valores absolutos, o preço médio regional passou de R$ 2.872,38 em março para R$ 2.904,18 em abril — um acréscimo de R$ 31,80 no mês. De acordo com o estudo, a elevação reflete uma pressão inflacionária concentrada principalmente nos alimentos, impactados por fatores sazonais de oferta.
Todos os municípios pesquisados apresentaram aumento. São José dos Campos teve a maior variação, com alta de 1,85%, enquanto Taubaté registrou o menor avanço, de 0,40%. Campos do Jordão segue com a cesta mais cara da região, custando R$ 3.073,61, enquanto Taubaté tem o menor valor, de R$ 2.806,87 — uma diferença de R$ 266,74 entre as duas cidades.
Apesar da alta no mês, o levantamento aponta que, no acumulado dos últimos 12 meses, houve queda de 0,92% no custo da cesta, o equivalente a uma redução de R$ 26,95.
Outro dado relevante é o comprometimento da renda das famílias. Em abril, cerca de 35,83% da renda média foi destinada à compra da cesta básica, acima dos 35,44% registrados em março. Segundo o Nupes, como não houve reajuste do salário mínimo no período, o aumento dos preços reduziu a parcela disponível para outras despesas essenciais.
A pesquisa também mostra que o grupo de alimentação continua sendo o principal responsável pelo custo total, representando mais de 90% do valor da cesta.
Entre os produtos que mais subiram de preço em abril estão cenoura (+31,30%), cebola (+18,85%), batata inglesa (+14,30%), leite longa vida (+13,93%) e tomate (+8,57%), influenciados pela entressafra e por condições climáticas adversas.
Por outro lado, itens como abobrinha (-14,77%), mamão formosa (-8,02%), laranja pera (-5,83%) e banana nanica (-4,31%) apresentaram queda, favorecidos pelo aumento da oferta.
No segmento de proteínas, a carne bovina continua em trajetória de alta e atingiu média de R$ 54,47 o quilo, com aumento de 4,07% no mês e mais de 11% no acumulado de 12 meses. Já a carne suína e o frango registraram queda nos preços, influenciados pela maior oferta e redução da demanda externa.
Segundo o Nupes, fatores como sazonalidade das safras, custos de produção e logística — além de impactos no mercado internacional — seguem pressionando os preços dos alimentos, o que mantém o custo da cesta básica em patamar elevado para o consumidor.
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