Os metalúrgicos da Embraer, em São José dos Campos, entraram em greve por tempo indeterminado nesta quarta-feira (17). A paralisação foi aprovada em assembleia realizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, na porta da fábrica.
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Entre as principais reivindicações dos trabalhadores estão um reajuste salarial de 11%, pagamento de um benefício de R$ 1 mil e a assinatura de uma nova convenção coletiva que mantenha os direitos atualmente em vigor.
O movimento é uma resposta à proposta apresentada pela empresa, que, segundo o sindicato, representa perdas importantes, principalmente no que diz respeito à estabilidade no emprego de trabalhadores que se lesionam por doenças ou acidentes relacionados ao trabalho.
A greve ocorre após uma série de assembleias que mobilizaram milhares de trabalhadores da unidade da Embraer na cidade. No último dia 9, a categoria já havia aprovado um aviso de greve, informando oficialmente a empresa sobre a possibilidade de paralisação caso não houvesse avanço nas negociações com a Fiesp, que representa o setor patronal.
Ainda de acordo com o sindicato, o principal impasse entre as partes envolve o tempo de estabilidade no emprego para trabalhadores lesionados. A última convenção coletiva assinada em 2017 garantia estabilidade até a aposentadoria. Desde 2018, no entanto, a Embraer propõe limitar esse período para 21 meses no caso de doenças ocupacionais e 60 meses em caso de acidentes.
O sindicato afirma que a proposta representa um retrocesso, especialmente em um momento em que a empresa tem registrado lucro elevado.
O Portal THMais procurou a Embraer, que disse que “respeita todos os direitos dos colaboradores e estranhou a ação do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos nessa manhã, na unidade Ozires Silva, que visa cercear o direito constitucional de ir e vir, tendo em vista que as negociações da data-base estão em andamento junto à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e o sindicado ainda não apresentou a proposta mais recente aos trabalhadores”.
A empresa disse ainde que a FIESP, que representa o grupo patronal do setor aeronáutico nas negociações referente à data-base 2025, “apresentou ontem, 16 de setembro, uma nova proposta de reajuste salarial de 5,5% (valor acima da inflação do período) e aumento de 12,5% do vale alimentação para colaboradores com salários de até R$ 11 mil”.
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