TJ suspende lei que autorizava contratação de professores temporários em Taubaté

Decisão liminar atende ação da Apeoesp e impede processo seletivo para 327 vagas na rede municipal.

Vitor Hugo Fróes
Vitor Hugo Fróes
Jornalista e publicitário formado pela Universidade do Vale do Paraíba, com trajetória construída em rádio, TV e portais de notícias da região. Ao longo da carreira, atuou como repórter, produtor de telejornais e editor web, além de acumular experiências em assessoria de imprensa e marketing digital. Fora das redações, é praticante de artes marciais, apaixonado por viagens e fã de video games.
Foto: Caique Toledo/Pref Taubaté

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) suspendeu, em decisão liminar expedida na segunda-feira (24), a eficácia da nova lei de Taubaté que previa a contratação de professores temporários para a rede municipal de ensino.

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A norma, de autoria do prefeito Sérgio Victor (Novo) e vigente desde 10 de outubro, foi alvo de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) movida pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo).

Ao conceder a liminar, o desembargador Fábio Gouvêa, relator do processo no Órgão Especial do TJ, destacou que a contratação de professores temporários já havia sido considerada inconstitucional em julgamentos anteriores, realizados em 2020 e 2021.

Segundo ele, a nova lei reproduz normas que o tribunal já havia considerado incompatíveis com a Constituição Estadual, por permitir a substituição permanente de docentes por contratos temporários.

A decisão liminar permanece válida até o julgamento do mérito da ação, que será analisado pelo Órgão Especial do TJ, composto por 25 desembargadores, sem data prevista. Com isso, o processo seletivo aberto este mês para a contratação de 327 professores temporários foi suspenso.

A Prefeitura de Taubaté informou que lamenta a decisão e que a norma foi elaborada com parecer positivo da Procuradoria-Geral do Município, visando a continuidade dos serviços educacionais em situações emergenciais. O município afirmou que seguirá colaborando com o TJ e recorrerá da decisão.

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