A travessia de balsa entre São Sebastião e Ilhabela foi liberada por volta das 8h12 desta terça-feira (29) após ficar mais de seis horas paralisadas devido aos ventos fortes que atingem a região. As informações são do site da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), que mostrava fila de 45 minutos no momento da publicação da reportagem.
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A região sofreu com uma ventania que chegou a até 85 km/h na manhã de segunda-feira (28). Em Ilhabela, a Prefeitura informou que o fenômeno provocou ao menos nove ocorrências relacionadas à queda de galhos e árvores nos bairros Reino, Bexiga, Perequê, Água Branca, Vila e Itapecerica.
Na maioria dos casos, as quedas ocorreram em vias públicas e não deixaram feridos. No entanto, no bairro Bexiga, um coqueiro caiu sobre a fiação elétrica da Rua Conde D’Eau e um galho atingiu os fios na Avenida Faria Lima, no Reino.
Ainda no Bexiga, a copa de uma palmeira imperial tombou sobre o telhado de uma casa na Rua Paulina Serafim dos Anjos. Já na Vila, uma árvore de grande porte caiu sobre uma residência na Rua Aníbal Telles Correia, que foi parcialmente interditada pela Defesa Civil, embora ninguém tenha se ferido.
Entre os prédios públicos afetados, a Unidade Básica de Saúde da Água Branca teve parte do telhado atingida pela queda de uma árvore, mas o atendimento à população não foi interrompido.
Já em São Sebastião, os ventos causaram estragos desde a Costa Norte até a Costa Sul. A Prefeitura informou que houve destelhamentos, queda de muros, árvores e fios de alta tensão em diferentes regiões.
Em Boraceia, árvores caíram na Alameda Mauá e na frente da Vila dos Mineiros, na Barra do Una. Houve ainda registro de danos na Rua Atatiaia, na Praia do Engenho, e na Enseada, onde o Centro de Apoio Educacional Francisco Santana — já interditado por problemas estruturais — sofreu novos danos.

No bairro de Cambury, uma moradora ficou ferida após ser atingida por uma telha arrancada do telhado pela força do vento. Algumas famílias também devem deixar suas casas por conta da queda de árvores. Apesar dos transtornos, não há bloqueios de vias e a mobilidade urbana está preservada.

Segundo as prefeituras das cidades, as equipes municipais seguem monitorando as condições do tempo e permanecem de prontidão para novos atendimentos.



