Homem morto em delegacia de Taubaté é identificado; entenda o caso

Fernando Alves de Souza, de 49 anos, foi baleado após tentar retirar a arma de um policial militar durante o registro de uma ocorrência de violência doméstica em Taubaté. O caso foi registrado como legítima defesa e segue sob investigação.

Saulo Astini
Saulo Astini
Sou radialista, cinegrafista, editor audiovisual, YouTube manager e estrategista digital, com experiência em distribuição digital, streaming, produção de conteúdo e jornalista. Participação em produções e transmissões ao vivo broadcast. Atuei na direção de imagem e fotografia de produções musicais. Formação técnica em Cinema, Fotografia, Administração e Gestão de Pessoas, além de certificações em Marketing Digital, Jornalismo Digital pela Reuters Digital Journalism, Literacia em Inteligência Artificial e gestão Google Business.
Imagem: PMT

A morte de um homem dentro do Plantão Policial de Taubaté, no interior de São Paulo, chamou a atenção neste fim de semana. Fernando Alves de Souza, de 49 anos, morreu após, conforme a investigação inicial, tentar retirar a arma de um policial militar durante o registro de uma ocorrência de violência doméstica. O caso aconteceu na tarde de sábado (25) e continua sendo apurado pelas autoridades.

Ocorrência começou com denúncia de violência doméstica

A ocorrência teve início em uma residência localizada na Rua Agnaldo Varella, em Taubaté. Conforme o boletim policial, moradores ouviram pedidos de socorro vindos do imóvel, o que levou um policial militar aposentado a verificar a situação.

Ao chegar ao local, ele encontrou uma mulher tentando fugir das agressões. A vítima conseguiu correr até uma casa vizinha, onde recebeu abrigo antes que fosse alcançada pelo agressor.

Além disso, o policial aposentado contou com a ajuda de outro morador para conter o suspeito até a chegada das equipes da Polícia Militar.

Vítima sofreu ferimentos graves

A mulher apresentava diversas lesões no rosto, na cabeça e nos braços. Diante da gravidade do quadro, ela foi encaminhada ao Hospital Municipal de Taubaté, onde passou por exames e permaneceu internada sob cuidados médicos.

Enquanto isso, Fernando Alves de Souza foi levado ao Plantão Policial para o registro da ocorrência.

Tentativa de tomar arma terminou em disparo

Durante os procedimentos na delegacia, o suspeito permaneceu sem algemas, já que, até aquele momento, seu comportamento era considerado tranquilo.

Entretanto, conforme os relatos registrados na investigação, ele se levantou repentinamente e avançou contra um policial militar. Em seguida, tentou retirar a pistola calibre .40 do coldre do agente.

Segundo os depoimentos colhidos, houve luta corporal. O policial ordenou repetidas vezes que o suspeito soltasse a arma e advertiu que faria um disparo caso a tentativa continuasse.

Como a ação persistiu, o agente efetuou um único disparo, que atingiu a parte superior do tórax de Fernando.

Samu foi acionado, mas morte foi confirmada no local

Logo após o disparo, equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram chamadas para prestar socorro.

Apesar da rápida mobilização, os profissionais constataram o óbito ainda dentro da unidade policial.

Posteriormente, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passou pelos exames periciais previstos para esse tipo de ocorrência.

Câmeras registraram toda a ocorrência

A investigação conta com imagens captadas pelas câmeras corporais dos policiais militares e também pelo sistema interno de monitoramento da delegacia.

Além das gravações, testemunhas prestaram depoimento durante a apuração inicial. De acordo com as informações reunidas até o momento, os relatos são compatíveis com a versão apresentada pelo policial envolvido.

Diante disso, o delegado responsável entendeu, em análise preliminar, que houve legítima defesa, razão pela qual não foi determinada prisão em flagrante do agente.

Caso segue sob investigação

O procedimento foi registrado como lesão corporal contra mulher, resistência, morte decorrente de intervenção policial e legítima defesa.

Além disso, a arma utilizada pelo policial foi apreendida e encaminhada para perícia no Instituto de Criminalística.

Por fim, a Polícia Civil dará continuidade às investigações para esclarecer todas as circunstâncias da ocorrência e concluir o inquérito.

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