O homem, de 42 anos, preso por iniciar o incêndio que resultou na morte de quatro pessoas em um abrigo para pessoas em situação de vulnerabilidade, em São José dos Campos, na madrugada desta segunda-feira (10), teria cometido o crime como forma de vingança por não ter recebido comida no local.
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A informação consta no boletim de ocorrência, registrado no 1º DP da cidade. Segundo o registro, o homem era morador do local, mas foi expulso devido ao seu envolvimento com drogas e ao comportamento problemático. No domingo (9), ele retornou à casa pedindo refeições, mas teve seu pedido negado.
De acordo com testemunhas, após ser recusado, o homem se mostrou visivelmente irritado, o que teria motivado o crime, que aconteceu na madrugada desta segunda. O suspeito foi capturado horas depois do crime, com a ajuda das câmeras do Centro de Segurança e Inteligência (CSI), da prefeitura.
Ao todo, 22 pessoas estavam no local, 18 foram resgatadas com vida, e quatro – dois homens (Hélio Gonçalves, de 59 anos, e Moises Felipe, que não teve a idade revelada) e duas mulheres (Marcia Aparecida, de 60 anos, e Regiane Soares, que não teve a idade revelada) morreram carbonizados.
Dos 18 sobreviventes, três vítimas das chamas foram socorridas para o Hospital Municipal da Vila Industrial. Outras seis pessoas, afetadas pela inalação de fumaça, foram encaminhadas para as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) dos bairros Campo dos Alemães e Putim.

O Corpo de Bombeiros controlou as chamas e extinguiu o incêndio. Um agente sofreu queimaduras de segundo grau nas pernas durante o combate ao fogo e também teve que ser encaminhado ao Hospital da Vila Industrial, onde recebeu atendimento médico.
Em nota, a Comunidade Consoladora dos Aflitos, responsável pelo abrigo, disse que manifesta “seu profundo pesar pelo trágico incêndio ocorrido na madrugada desta segunda-feira” Disse ainda que expressa as “mais sinceras condolências às famílias e amigos das vítimas, bem como nossa solidariedade aos feridos e a todos os impactados por esta terrível tragédia”.
“A Comunidade Consoladora dos Aflitos se coloca à inteira disposição das autoridades para colaborar com as investigações e fornecer qualquer informação que possa contribuir para esclarecer os fatos e identificar os responsáveis”, completou o comunicado divulgado pela congregação.



