A investigação da Polícia Civil sobre o assassinato do comerciante chinês Yunsheng Chen, de 51 anos, revelou que os suspeitos identificados no caso já haviam sido investigados por crimes contra comerciantes estrangeiros na região. A informação foi divulgada pela Delegacia Especializada de Homicídios do Deic, responsável pelo inquérito.
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Yunsheng foi morto a tiros na noite de 22 de novembro de 2025, em frente ao supermercado Bom Vizinho, no bairro São Judas Tadeu, em São José dos Campos. Desde o início das apurações, a polícia trabalhou com a hipótese de latrocínio, mas um detalhe chamou a atenção dos investigadores: nenhum pertence da vítima foi levado. Celular, dinheiro e outros objetos permaneceram com o comerciante após o crime.
Segundo a Polícia Civil, imagens de câmeras de segurança mostraram que os criminosos monitoraram a rotina da vítima antes da execução – veja abaixo. Um GM Astra prata permaneceu estacionado próximo ao mercado por mais de uma hora observando a movimentação. Após os disparos, dois homens foram vistos correndo em direção ao veículo, que deixou o local rapidamente.
As investigações apontam que o grupo pode ter escolhido imigrantes como alvos preferenciais de roubos. De acordo com a polícia, dois dos suspeitos já haviam sido citados em apurações envolvendo ataques contra comerciantes estrangeiros, incluindo um roubo a um comerciante colombiano.
O avanço do caso ocorreu após uma denúncia anônima indicar a participação de um homem conhecido como “Marquinhos”. A partir da informação, os investigadores identificaram o veículo utilizado no crime e chegaram a Marcos do Amaral Silva, de 56 anos, apontado como motorista do grupo. Segundo a polícia, ele confessou participação e afirmou que a intenção inicial seria praticar um roubo.
Além de Marcos, foram identificados Lucas Bezerra da Silva, de 26 anos, conhecido como “LK”, e Lucas dos Santos Rodrigues, também de 26 anos. Os três são considerados foragidos.
A Polícia Civil pede que informações sobre o paradeiro dos suspeitos sejam repassadas anonimamente pelo Disque-Denúncia 181 ou pelo WhatsApp da Polícia Civil, no número (12) 3931-0220. As investigações seguem em andamento.
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