Justiça obriga manutenção de 70% dos servidores em greve e marca conciliação entre Prefeitura e sindicato em Taubaté

Em caso de descumprimento da determinação, foi fixada multa diária de R$ 20 mil por categoria envolvida no movimento.

Justiça obriga manutenção de 70% dos servidores em greve e marca conciliação entre Prefeitura e sindicato em Taubaté
Foto: Lucas Grechi/TV TH+ SBT Vale

A Justiça de São Paulo determinou que pelo menos 70% dos servidores municipais de Taubaté permaneçam trabalhando durante a greve iniciada nesta terça-feira (2). A decisão atende a pedido da Prefeitura e busca garantir a continuidade dos serviços essenciais, principalmente nas áreas de saúde e educação.

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Ao analisar o caso, o desembargador responsável destacou a necessidade de preservar o atendimento à população e citou a situação epidemiológica do município, que enfrenta casos de dengue. Em caso de descumprimento da determinação, foi fixada multa diária de R$ 20 mil por categoria envolvida no movimento.

O Tribunal de Justiça também marcou uma audiência de conciliação entre a Prefeitura de Taubaté e o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal para o dia 15 de junho, às 16h, na tentativa de encerrar o impasse.

A decisão prevê ainda que a Polícia Militar seja acionada caso haja bloqueios, piquetes ou qualquer situação que impeça o acesso de servidores aos locais de trabalho.

A greve foi deflagrada pelos servidores em protesto por reajuste salarial e benefícios. Segundo o sindicato, a principal reivindicação é a reposição das perdas inflacionárias acumuladas nos últimos dois anos, estimadas em cerca de 10,58%. A categoria afirma que não recebe reajuste salarial desde abril de 2024.

Durante o dia, os trabalhadores realizaram manifestações em frente à Prefeitura e à Câmara Municipal. Os servidores acompanharam a tramitação de um projeto enviado pelo Executivo que propõe elevar o vale-alimentação de R$ 502,50 para R$ 844,50 a partir de setembro.

Em nota, a Prefeitura informou que hospitais, UPAs, Samu, Pronto-Socorro Municipal e Hospital Municipal Universitário seguem funcionando normalmente. Já algumas unidades básicas de saúde operam com atendimento reduzido, conforme a adesão à paralisação. A administração municipal afirmou ainda que mantém diálogo aberto com os representantes da categoria.

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