Na manhã desta terça-feira (23), uma operação do Ministério Público em parceria com a Polícia Civil investiga funcionários públicos da Prefeitura e da Fundação Educacional e Cultural de Caraguatatuba (FUNDACC), que estariam envolvidos em crimes de peculato e lavagem de dinheiro.
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Durante a “Operação Cultura em Ruína” foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão pelo promotor de Justiça Renato Queiroz de Lima e 23 policiais, mobilizando oito viaturas. As investigações levaram à apreensão de R$ 10 mil em espécie, três notebooks, dez aparelhos celulares, duas CPUs, três HDs externos, notas promissórias, pendrives, cartões de memória e diversos documentos.
O Poder Judiciário já havia determinado também o bloqueio de bens de seis pessoas, incluindo veículos, valores, imóveis e criptoativos, bem como a quebra do sigilo de dados armazenados nos celulares apreendidos.
As investigações apontam para um esquema de desvio de recursos por meio da emissão de notas frias.
O que diz a FUNDACC
A Fundação Educacional e Cultural de Caraguatatuba informou por meio de nota que durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão na sede da autarquia foram apreendidos computadores para apurar supostos desvios cometidos na gestão anterior.
Ressaltou ainda que a ação faz parte do processo de investigação e cuja denúncia começou a ser apurada após o registro de boletim de ocorrência feito pela atual presidência da autarquia. A atual presidente informou que vai continuar contribuindo com as investigações.
O que diz a Prefeitura
A Prefeitura de Caraguatatuba enviou nota e informou que FUNDACC tem autonomia administrativa e financeira, cujas contas são avaliadas pelo Tribunal de Contas do Estado. A gestão disse que segue acompanhando o caso e contribuindo com as investigações.



