O Atlas da Violência 2026, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), mostra um cenário bastante distinto entre os municípios do Vale do Paraíba e Litoral Norte com mais de 100 mil habitantes. Os dados consideram os chamados homicídios estimados em 2024, metodologia que soma os homicídios registrados e os chamados “homicídios ocultos”, quando há indícios de subnotificação.
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Entre as cidades da região analisadas pelo levantamento, Pindamonhangaba apresentou a maior taxa de homicídios estimados, com 27,9 mortes por 100 mil habitantes, seguida por Guaratinguetá, com 23,8, e Caraguatatuba, com 19,8.
Já São José dos Campos registrou a menor taxa entre os municípios da região presentes no ranking, com 5,9 homicídios por 100 mil habitantes, índice inferior à média do estado de São Paulo e bem abaixo da taxa nacional estimada de 23,4 homicídios por 100 mil habitantes.
Os dados apontam ainda que Taubaté teve taxa de 9,6 homicídios por 100 mil habitantes, enquanto Jacareí registrou 7,6.
Segundo o Atlas, o levantamento municipal contempla cidades com mais de 100 mil habitantes. Por isso, municípios menores da região, como Igaratá, Santa Branca, Jambeiro, Paraibuna, Monteiro Lobato, Redenção da Serra, Natividade da Serra, Roseira, Potim, Lagoinha, São Luiz do Paraitinga, Cunha, Canas, Piquete, Silveiras, Areias, Queluz, São José do Barreiro, Arapeí, Bananal, Ilhabela, São Bento do Sapucaí e Santo Antônio do Pinhal não aparecem na tabela divulgada pelo estudo.
No cenário nacional, o Brasil registrou taxa estimada de 23,4 homicídios por 100 mil habitantes em 2024, mantendo tendência de queda observada nos últimos anos.
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