Um homem de 53 anos foi preso em flagrante na noite de terça-feira (25) suspeito de matar o vizinho a golpes de uma ferramenta metálica em um sítio na Estrada do Rio das Pedras, na zona rural de Guaratinguetá. A vítima, Marcos Alexandre Soares Nogueira, de 41 anos, morreu no local.
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De acordo com o boletim de ocorrência, o caso aconteceu por volta das 22h e foi comunicado à Polícia Civil na madrugada desta quarta-feira (26). O crime foi registrado como homicídio no plantão da Delegacia Seccional da cidade.
Segundo o relato dos policiais militares no documento, as equipes foram acionadas por rádio para atender a uma ocorrência de agressão em área rural e se deslocaram ao local com apoio do Samu. Ao chegarem à propriedade, fizeram contato com o suspeito e com um sobrinho dele, que contaram ter havido uma desavença entre os dois vizinhos.
Conforme registrado no BO, a vítima teria chegado ao local em estado alterado e iniciado uma discussão que evoluiu para agressões físicas. Diante disso, o suspeito pegou um objeto metálico e desferiu um golpe na cabeça do vizinho.
Ainda segundo o documento, após o ocorrido o homem acionou o sobrinho, que encontrou a vítima caída no chão, ensanguentada e com sinais vitais reduzidos, e chamou o socorro. Pouco depois, Marcos Alexandre deixou de apresentar sinais de vida, e a equipe do Samu constatou a morte no local.
Em depoimento, o suspeito afirmou que agiu depois de ser agredido. Segundo a versão dele registrada no boletim, a vítima teria ido até sua casa para convidá-lo a ir à cidade e, após a recusa, passou a ofendê-lo verbalmente e a agredi-lo. Ele disse ainda que o vizinho voltou portando um pedaço de madeira, quando os dois entraram em confronto e ele o golpeou com uma ferramenta metálica semelhante a uma alavanca ou barra de ferro.
O objeto usado na agressão havia sido jogado em uma represa nas proximidades. Após indicação do próprio suspeito, a ferramenta foi localizada submersa e recolhida pela perícia para exames. Um celular da vítima também foi apreendido.
A autoridade policial ratificou a voz de prisão e determinou a lavratura do auto de prisão em flagrante. No documento, o delegado avaliou que não se descarta a hipótese de legítima defesa, mas que, neste momento, ela não se apresenta de forma evidente, já que não há testemunhas dos fatos nem imagens de câmeras de segurança.
O delegado deixou de representar pela prisão preventiva. Entre os motivos, apontou que o homem permaneceu no local até a chegada da polícia, tem residência fixa e indicou voluntariamente onde estava o instrumento usado no crime, sem que fossem identificados elementos concretos de risco à ordem pública ou à investigação.
Foram requisitados os exames de local, de corpo de delito e necroscópico. O suspeito foi encaminhado à Cadeia Pública de Lorena, onde aguardaria a apresentação à audiência de custódia.
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