Mãe e padrasto suspeitos de envolvimento na morte da filha de 2 anos são presos em Cruzeiro

Casal foi preso na noite desta sexta-feira (25); caso ocorreu em dezembro de 2025.

Imagens: TH+ SBT

Uma mulher e um homem procurados pela Justiça por suspeita de envolvimento na morte da própria filha, de 2 anos, foram presos pela Polícia Militar na noite desta quinta-feira (25), em Cruzeiro.

A mãe da criança, de 29 anos, foi localizada em um apartamento de um Conjunto Habitacional. Já o padrasto da vítima foi preso pela Polícia Rodoviária Estadual em Guaratinguetá.

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Segundo o boletim de ocorrência, os policiais abordaram a mãe no imóvel e constataram que havia contra ela um mandado de prisão preventiva, expedido em 24 de setembro pela Vara Criminal da Comarca de Cruzeiro.

O casal foi conduzido ao plantão policial, onde a prisão foi formalizada. Agora, os dois aguardam a audiência de custódia.

Investigação
O caso que motivou a prisão aconteceu em dezembro de 2025. Na noite de 9 de dezembro, a criança foi levada pela mãe ao Hospital Regional de São José dos Campos, após apresentar diversos hematomas e outras lesões.

Inicialmente, segundo o registro policial, a mãe relatou que a menina teria sofrido uma queda de pequena altura enquanto estava sob os cuidados do padrasto. O mesmo, por sua vez, afirmou que a criança havia caído no banheiro de casa.

Durante a avaliação médica, porém, foram identificadas lesões extensas na cabeça e uma marca semelhante ao contorno de uma mão na coxa, consideradas incompatíveis com a versão apresentada.
A criança estava em estado gravíssimo e veio a óbito por morte encefálica. A investigação passou a trabalhar com a possibilidade de agressão.

Segundo a decisão judicial que determinou a prisão preventiva, o laudo necroscópico apontou traumatismo cranioencefálico como causa da morte. O documento também cita múltiplos hematomas e lesões cranianas consideradas incompatíveis com uma simples queda.

A Justiça decretou a prisão preventiva do padrasto por homicídio qualificado. Em relação à mãe, a acusação considera uma possível omissão no dever de proteção e vigilância da filha, diante de indícios de episódios anteriores de agressões e lesões.

Momento da prisão do padrasto; Créditos: TH+ SBT

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