Megaoperação mira suspeitos de lavagem de dinheiro e agiotagem ligada ao crime organizado no Vale

Operação é um desdobramento de investigações iniciadas em 2021, que já resultaram na prisão e condenação de integrantes do grupo.

Vitor Hugo Fróes
Vitor Hugo Fróes
Jornalista e publicitário formado pela Universidade do Vale do Paraíba, com trajetória construída em rádio, TV e portais de notícias da região. Ao longo da carreira, atuou como repórter, produtor de telejornais e editor web, além de acumular experiências em assessoria de imprensa e marketing digital. Fora das redações, é praticante de artes marciais, apaixonado por viagens e fã de video games.
Foto: Rauston Naves/TV TH+ SBT Vale

O Ministério Público de São Paulo (MPSP), a Polícia Civil e a Polícia Militar deflagraram, na manhã desta quinta-feira (6), a segunda fase da Operação Armagedom contra um grupo investigado por agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro no Vale do Paraíba. Durante a ação, a Justiça cumpriu 22 mandados de busca e apreensão e decretou a prisão preventiva do homem apontado como líder da organização criminosa.

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Segundo as investigações, mesmo após a primeira fase da operação, realizada em novembro de 2024, e da condenação de integrantes do grupo, a organização continuou atuando na região. De acordo com o MPSP, o suspeito, que anteriormente cumpria prisão domiciliar, mantinha a própria residência como centro de comando das atividades criminosas.

Além dos mandados, a Justiça determinou o afastamento de sigilos telemáticos, bloqueio e indisponibilidade de bens. O patrimônio atingido pode chegar a R$ 205,7 milhões e inclui imóveis residenciais e comerciais, veículos de alto padrão, empresas, rendimentos de aluguéis superiores a R$ 48 mil por mês e pelo menos 37 cavalos da raça mangalarga marchador ligados ao principal investigado.

As apurações apontam que o grupo seguia concedendo empréstimos com juros abusivos, cobrando dívidas por meio de intimidação e ocultando patrimônio em nome de terceiros com movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada. Os investigadores também identificaram indícios da continuidade de um esquema sofisticado de lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada e bens que não haviam sido alcançados na primeira fase da operação.

A ação reúne integrantes do GAECO, do Núcleo Especial de Combate à Criminalidade Organizada (NECCOLD) da Polícia Civil e policiais militares do 3º BAEP. As investigações continuam para identificar novos envolvidos e responsabilizar todos os participantes do esquema criminoso.

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